i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Ação coordenada

G-7 anuncia plano de ação de 5 pontos para restabelecer crédito

Grupo dos sete países mais industrializados do mundo se reuniu neste fim de semana para tratar da crise financeira global. Acordo vai ao encontro das sugestões feitas pelo FMI

  • PorDas agências
  • 10/10/2008 21:40
Sede do FMI, em Washington: fundo pôs à disposição dos países-membros quase US$ 250 bilhões para responder à crise financeira. | Tim Sloan/AFP
Sede do FMI, em Washington: fundo pôs à disposição dos países-membros quase US$ 250 bilhões para responder à crise financeira.| Foto: Tim Sloan/AFP

Pílulas de nervosismo

Notícias que marcaram os mercados globais nesta sexta-feira.

Apelo

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse pela manhã que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e destacou as reuniões que ocorrem neste fim de semana entre o governo americano e representantes do G7 (grupo dos sete países mais ricos) e do G20 (grupo de países emergentes liderado pelo Brasil), nas quais espera que sejam coordenadas ações diante da crise.

No Sol nascente

A Bolsa de Tóquio fechou em forte baixa, com o índice Nikkei 225 caindo 9,6% e encerrando a sessão no seu nível mais baixo em cinco anos. Desde o início desta semana, o índice cedeu 24% de seu valor. Ampliando o sentimento de crise no mercado, a seguradora Yamato Life Insurance entrou com um pedido de recuperação judicial, no primeiro exemplo de uma companhia japonesa a cair devido à crise das hipotecas de segunda linha (subprime).

Investimentos tóxicos

Depois de Sadia e Aracruz, ontem foi a vez de o Grupo Votorantim divulgar prejuízos com operações financeiras de alto risco, apelidadas no mercado de derivativos tóxicos ou "tarja preta". O grupo de Antonio Ermírio de Moraes informou ter contabilizado um prejuízo de R$ 2,2 bilhões apenas para eliminar a exposição financeira da empresa às oscilações do câmbio.

Os ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G-7, grupo de países mais industrializados do mundo, disseram na noite de ontem que vão adotar ações urgentes e excepcionais para lidar com o aperto no crédito global e que vão usar todos os instrumentos disponíveis para proteger instituições financeiras importantes do colapso.

O projeto prevê a adoção de "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários" para que os bancos tenham amplo acesso a dinheiro novo, tanto público quanto privado. O grupo de países também se compromete a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário – onde a crise se originou – e destaca a necessidade de se restabelecer a confiança no setor bancário. O anúncio foi feito ontem, depois da reunião ocorrida no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

A recapitalização dos bancos é essencial para a restauração da confiança nos mercados financeiros, havia dito no dia anterior o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

Detalhes

Os ministros do G-7 resumiram seus novos compromissos num comunicado com cinco itens: 1) usar todos os meios disponíveis para apoiar sistematicamente as instituições financeiras importantes e impedir sua falência; 2) fazer o necessário para descongelar os mercados monetários e de crédito e garantir amplo acesso dos bancos e outras instituições aos fundos necessários; 3) garantir que os bancos e outros intermediários importantes, na medida do possível, possam levantar capital de fontes públicas e privadas, em volume suficiente para restabelecer a confiança e para continuarem emprestando a empresas e famílias; 4) oferecer garantias aos depositantes; 5) agir para restabelecer o mercado secundário de hipotecas e outros ativos securitizados.

Os ministros comprometeram-se a tomar os cuidados necessários para proteger os contribuintes e evitar danos a outros países. Anunciaram, também, a disposição de usar os instrumentos macroeconômicos adequados, a apoiar o socorro do FMI aos países abalados pela crise e a trabalhar pela reforma do sistema financeiro.

Ampla intervenção

As decisões dos ministros coincidem com as principais sugestões apresentadas nesta semana por Strauss-Kahn e outros altos funcionários do FMI. Até a quinta-feira, a maioria dos governos da União Européia rejeitava intervenções mais amplas que aquelas empreendidas pelos bancos centrais.

"A turbulência nos mercados é um evento global", disse o secretário de Tesouro dos EUA, Henry Paulson, depois da reunião, ao justificar as decisões. A situação, segundo ele, impõe medidas cooperativas a autoridades financeiras e monetárias de todo o mundo. Além das autoridades americanas, compõem o G-7 os ministros de Finanças e presidentes de BCs de Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.