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A subsidiária brasileira da General Motors (GM) não será afetada pela crise da matriz nem pelo plano de reestruturação, afirmou a GM do Brasil nesta segunda-feira (27), por meio da assessoria de imprensa. Pelo contrário, os planos de investimentos no país estão mantidos.

Neste mês, o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto, reforçou ao ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que o Brasil só seria afetado em caso de falência, possibilidade afastada pelo executivo. "Mesmo com concordata, a GMB não será afetada, porque temos independência jurídica e financeira. Somos uma subsidiária", observou Pinheiro Neto.

O presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, também reforçou neste mês a independência financeira da GMB, ao falar sobre o investimento de parte dos US$ 1 bilhão anunciados pelo presidente Jaime Ardila no ano passado, que inclui 16 novos produtos que começam a ser lançados a partir do segundo semestre - entre eles o Viva, substituto do Corsa -, e a construção da fábrica de motores em Joinville.

De acordo com Jaime Ardila, os investimentos serão com recursos próprios. "Desde janeiro não repassamos dividendos à matriz, para financiar os projetos locais", destacou Ardila em encontro organizado neste mês na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em São Paulo.

Projetos futuros

Embora a montadora não confirme, fontes do setor afirmam que a General Motors do Brasil reserva novos investimentos. Entre eles estaria a ampliação do complexo de Gravataí, no Rio Grande do Sul, onde passaria a ser produzido uma nova linha com base no protótipo GPix, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado. A gama possivelmente incluirá um utilitário esportivo, um sedã, um hatch e uma picape.

A especulação vem de encontro com recentes declarações do ministro Miguel Jorge de que "uma das líderes de mercado" investirá US$ 1 bilhão na duplicação de uma fábrica e o desenvolvimento de novos produtos. A afirmação foi feita neste mês, em reunião com representantes da indústria na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

Matriz

A norte-americana General Motors apresentou nesta segunda-feira (27) um novo plano de sobrevivência que deixaria o governo dos Estados Unidos como seu acionista majoritário em troca de uma ajuda federal adicional de US$ 11,6 bilhões. O plano também inclui oferta de troca de dívida que deixa a montadora mais próxima da reestruturação por meio de um corte de concordata.

De acordo como comunicado da montadora, a GM propôs a troca de 50% de sua dívida com o Departamento do Tesouro dos EUA e com o sindicato dos trabalhadores, o United Auto Workers (UAW) por ações da empresa e, com isso, espera uma redução de pelo menos US$ 20 bilhões em seu débito com as duas partes.

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