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Danos morais coletivos

Governo processa 17 bets e pede R$ 1 bilhão por tratamento de jogadores no SUS

Petista usa cerco aos jogos em campanha, mas não cita "Tigrinho", alvo de votação favorável do PT.
Petista usa cerco aos jogos em campanha, mas não cita "Tigrinho", alvo de votação favorável do PT. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira (28) que acionou a Justiça contra 17 empresas de apostas esportivas (bets) para cobrar o ressarcimento dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento dos prejuízos causados pelos jogos on-line. A União pede R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.

A ação civil pública foi protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) na Justiça Federal em Pernambuco. No processo, a AGU também solicita a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia, o vício em jogos.

O órgão destacou que as despesas do SUS superam a arrecadação tributária do governo com as bets, que repassariam apenas cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

"As empresas demandadas privatizam proveitos expressivos decorrentes da captação financeira de milhões de apostadores, enquanto transferem para o SUS e para toda a sociedade o custo do adoecimento coletivo", afirma a petição da AGU.

A Advocacia-Geral acrescentou que o modelo de negócio dessas plataformas é estruturado para maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas — mecanismos que, segundo a administração pública, favorecem o vício.

Reação do setor

Mais cedo, entidades que representam as plataformas recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade dos jogos on-line. A AGU pediu um prazo de 72 horas para se manifestar no processo, que está sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

Sobre o impacto no esporte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os clubes de futebol precisarão "se virar" sem o patrocínio e o financiamento dessas empresas.

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