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A indústria paulista recuperou em dezembro o nível de atividade registrado no período pré-crise, de setembro de 2008. "Chegamos onde estivemos antes da crise", disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. De acordo com ele, a curva do nível de atividade da indústria paulista mostra que, no mês passado, o desempenho mostrou recuperação e até mesmo uma leve alta em relação ao registrado em setembro de 2008.

Francini ressaltou, porém, que alguns setores ainda não se recuperaram e citou, como exemplo, o de minerais não metálicos, com nível de atividade 0,8% abaixo do registrado em setembro de 2008; o de metalurgia básica, com nível 17,2% menor na comparação com o registrado no mesmo período; e o de máquinas e equipamentos, com nível 12,7% abaixo do registrado em setembro de 2008. "São setores com distintos comportamentos ao longo de 2010, mas que ainda assim apresentaram um desempenho inferior ao período pré-crise. O setor de minerais não metálicos teve um crescimento de 7,7% no nível de atividade em 2010 na comparação com o ano anterior. O de máquinas e equipamentos teve alta de 24 4% no ano passado em relação a 2009. Já o de metalurgia básica registrou elevação de 9,7% no mesmo período", disse Francini.

Para 2011, a Fiesp prevê um crescimento de 4,5% para o nível de atividade da indústria paulista. "Mais próximo de 4% do que de 5%", afirmou Francini, relativizando sua projeção. De acordo com ele, o desempenho da indústria neste ano será bem menor do que em 2010 por conta da base de comparação. No ano passado, a indústria paulista teve alta de 9,9% no nível de atividade. Francini também citou a Pesquisa Sensor, realizada pela entidade para ilustrar o cenário de estabilidade e dúvidas do setor ao longo de 2011.

"Tivemos uma boa recuperação do nível de atividade no ano passado, mas o momento agora indica estabilidade. Há dúvidas nos setores em relação à taxa de câmbio, à competitividade da produção doméstica em relação aos importados e em relação aos preços internacionais. Não é um pessimismo, mas há um conjunto de variáveis sobre as quais a indústria tem dúvidas", afirmou o diretor da Fiesp. Como exemplo, ele citou a indústria automobilística, que registrou em 2010 um crescimento na participação de automóveis importados no mercado doméstico. "Alguns setores sofrem mais com as importações, mas isso tem se espalhado entre praticamente todos os setores", disse.

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