O duo francês Daft Punk brinca com os sons robóticos e a imagem futurista em sua música eletrofunk. Mas, agora, são os robôs que “emprestam” a capacidade humana de compor| Foto: /Divulgação

Os robôs já se provaram bons pintores, escritores e, agora, compositores. O Google divulgou a primeira música integralmente composta por uma máquina sua. A melodia de 90 segundos é parte do projeto Magenta, que pretende explorar a capacidade artística da inteligência artificial.

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Mas ainda não espere algo como Daft Punk ou Kraftwerk. Por enquanto, o áudio mostra que o robô está mais para aquele seu vizinho aprendendo a tocar Coldplay no teclado.

O sistema usado para compor a melodia de piano usa conceito de aprendizagem de máquina. A bateria e o resto do arranjo foram inseridos depois, via algoritmo, mas apenas para dar ênfase ao resultado.

O projeto Magenta tem a ambição de desenvolver uma nova cultura de “arte robótica”. Como um primeiro passo, explicam os desenvolvedores, a ferramenta irá se somar a outros softwares que os músicos já usam, como os programas de edição de áudio. A ideia é que o sistema entre na rotina de produtores e compositores.

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Em uma segunda fase, será a vez de criar testar os robôs na criação de vídeos.

A inteligência artificial por trás do TensorFlow, usado pelo Magenta, funciona por open-source (código aberto), o que permite a qualquer interessado acompanhar e criar soluções conjuntas com o Google . E esta é uma das apostas da companhia de tecnologia: montar uma comunidade de artistas, programadores e desenvolvedores em torno da ferramenta. “Não sabemos o que os músicos e artistas farão com estas novas ferramentas, mas estamos muito interessados em descobrir”, diz o blog oficial do projeto.