Os juros bancários acompanharam o movimento de corte da taxa básica promovido pelo Banco Central e tiveram queda em março. Segundo dados do BC, os juros dos empréstimos para pessoas físicas caíram para 49,9% ao ano em março. Esse é o menor valor da série histórica iniciada em julho de 1994 pelo Banco Central.
Segundo o BC, esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pela queda nos juros do crédito pessoal, que atingiu 53,4% ao ano. Contribuíram também, os recuos das taxas dos financiamentos para aquisição de veículos (31,2%) e do cheque especial (140,8%). Em março de 2006, a taxa do cheque especial estava em 146,4% ao ano e o financiamento de veículos em 34,4%.
Menor desde 2000
A taxa média dos juros bancários (incluindo pessoa jurídica) atingiu em março o menor valor da pesquisa realizada pelo Banco Central desde 2000. Segundo o BC, a taxa caiu de 39,3% em fevereiro para 38,5% ao ano no mês passado.
"Esse resultado refletiu as quedas dos encargos tanto do segmento de pessoas físicas quanto do de pessoas jurídicas", diz o BC em referência ao spread cobrado pelos bancos.
O spread bancário - que é a diferença entre juro pago pelos bancos para captar dinheiro e o valor que ele cobra para emprestar - registrou queda de 0,7 ponto percentual, para 26,5 pontos. É o menor patamar desde julho de 2001.
O volume total de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 757,1 bilhões em março, um aumento de 21% em 12 meses. O total dos empréstimos em relação ao PIB atingiu 31,3%, acima dos 31,1% de fevereiro e dos 28,5% em março de 2006.
Os empréstimos com desconto em folha cresceram 3,1% no mês e de 47,4% em 12 meses, alcançando R$ 52,8 bilhões. Em 12 meses, a participação desse tipo de empréstimo na carteira de crédito pessoal passou de 48,4% para 55,4%.



