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Liminares derrubadas

Justiça restabelece mudanças de Lula nos vales refeição e alimentação

Empresas que administram cartões obtiveram liminares para suspender efeitos do decreto do governo federal.
Empresas que administram cartões obtiveram liminares para suspender efeitos do decreto do governo federal. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu uma vitória em bloco contra as empresas que administram benefícios de vale-refeição e vale-alimentação. O presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), Carlos Muta, derrubou, nesta terça-feira (24), liminares obtidas pelas administradoras dos benefícios. Agora, as empresas voltam a ser obrigadas a seguir o decreto do governo federal.

As liminares foram aplicadas individualmente, proibindo que o governo fiscalizasse ou multasse cada empresa que acionava a Justiça. Para Muta, as decisões promoveram uma "desarticulação generalizada" da nova norma. O magistrado ainda saiu em defesa da interferência do Estado na economia nos casos em questão, "uma vez que se trata de sistema organizado em função de política pública."

Decreto de Lula impôs teto de tarifa e prazo a empresas

O decreto do presidente Lula (PT) alterou o Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT), tocando diretamente no caixa das administradoras: a taxa recolhida não pode, agora, ser superior a 3,6%, e as operadoras devem repassar os valores aos estabelecimentos comerciais em até 15 dias.

Ao solicitar a suspensão, a Ticket alegou que não seria possível mudar o sistema em menos de 24 meses. Na liminar, o juiz Maurílio Freitas Maia entendeu que não há lei específica para tratar do tema e que, por isso, as novas regras não poderiam ser impostas por meio de decreto. Outras empresas, como a VR Benefícios, a Alelo, a Pluxee, a Vegas Card e a UP Brasil também obtiveram vitórias parecidas.

O representante da AGU que atuou no caso, Rafael Cardoso de Barros, celebrou o impacto da decisão nas "maiores empresas do setor de vale-alimentação do Brasil".

O que dizem as empresas

A Gazeta do Povo entrou em contato com as empresas Ticket S.A., VR Benefícios, Alelo, Pluxee, Vegas Card e UP Brasil. A Ticket decidiu não se manifestar, por ainda não ter sido notificada da decisão.

A Pluxee também afirmou que não foi notificada, mas alegou ter tomado conhecimento do teor da decisão. A empresa reafirmou seu compromisso com "um diálogo responsável e construtivo junto às autoridades governamentais, em coordenação com a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT)" e declarou apoio à continuidade do PAT, "programa essencial que assegura a milhões de trabalhadores brasileiros o acesso à alimentação e contribui para sua qualidade de vida no ambiente de trabalho."

O espaço segue aberto para a manifestação das demais empresas.

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