Para  Levy, país terá de aprender a viver fora do superciclo das commodities. | Ueslei Marcelino/Reuters
Para Levy, país terá de aprender a viver fora do superciclo das commodities.| Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta terça-feira que “o principal papel do governo é criar o palco para o setor privado desempenhar o seu papel”. A fala de Levy foi transmitida em vídeo na 27ª edição do Fórum Nacional, que acontece no Rio, ao qual o ministro, previsto para abertura do evento, não pôde comparecer já que está em Londres em reunião com investidores.

“Não cabe ao governo escrever o roteiro ou selecionar o tenor, mas deve garantir a iluminação e que o teatro abra no horário certo”, comparou no vídeo o ministro. “Precisamos incorporar, de uma vez por todas, a concepção de que a concorrência é a grande motriz da inovação. O Brasil não poderá contar nos próximos anos com o impulso adicional proporcionado pelo superciclo das commodities.”

Segundo Levy, o impulso ao setor privado nos segmentos de crédito e de investimos, sobretudo na ampliação dos mercados de capitais, é “uma tarefa inadiável para encontramos um novo caminho” para resolver “problemas persistentes de nossa economia”. O ministro admitiu que o modelo de estímulo público ao consumo e à indústria se esgotou e deve ser substituído.

“Nós enfrentamos as sequelas da crise nos países desenvolvidos com políticas de estímulo à demanda doméstica, além de medidas pontuais para contornar a queda da competitividade. (...) Esta estratégia, todos sabemos, se esgotou, pela queda da poupança doméstica e no aumento da proporção da dívida pública nas mãos de estrangeiros”, afirmou.

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