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Abalo da economia

Lula cobra dos EUA responsabilidade por crise

  • PorAgência Estado
  • 10/10/2008 16:56
Platéia de altos executivos norte-americanos e autoridades do governo Bush ouviu Lula criticar EUA e dizer que "não é justo que a parte mais pobre do mundo termine pagando pelos desacertos que uns poucos fizeram" | Paulo Whitaker / Reuters
Platéia de altos executivos norte-americanos e autoridades do governo Bush ouviu Lula criticar EUA e dizer que "não é justo que a parte mais pobre do mundo termine pagando pelos desacertos que uns poucos fizeram"| Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Sem se deixar constranger por uma platéia composta por altos executivos norte-americanos e autoridades do governo de George W. Bush, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta sexta(10) dos Estados Unidos que se responsabilizem pela crise financeira. Num discurso de aproximadamente meia hora, recheado de críticas aos bancos que protagonizam o abalo na economia mundial, o presidente pregou a criação de uma "nova ordem econômica mundial". E defendeu regras para "controlar a anarquia" que, segundo ele, se abateu sobre a economia internacional.

"Não é justo que a parte mais pobre do mundo termine pagando pelos desacertos que uns poucos fizeram", disse o presidente. "Também não é justo que países que fizeram um grande esforço para reconstruir suas economias arquem com os custos da irresponsabilidade daqueles que conduziram essa crise na economia global", completou, ao encerrar um fórum com representantes de empresas do Brasil e dos Estados Unidos, entre elas gigantes como Intel, Cummins, Cargill, Alcoa e Coca-Cola.

Mesmo tendo na platéia o secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, Lula disse que a crise poderia ter sido amenizada ou até evitada se as condições do mercado fossem conhecidas antes. O fato, disse ele, é quem nem mesmo governantes e bancos centrais sabiam ao certo o que acontecia.

"Algumas pessoas agiram como se fossem um adolescente com um boletim da escola, com nota vermelha, querendo esconder dos pais", disse, ao cobrar uma ação de governos estrangeiros. "Ou os presidentes e primeiros-ministros que têm mandato da sociedade tomam uma posição, ou os resultados do que aconteceu nessa crise podem ser muito delicados para o restante do mundo."

Em seu discurso, que antecedeu o de Lula, Gutierrez pregou a cooperação e disse que os EUA colocaram em uso todas as ferramentas de que dispõem para controlar o problema. "Estamos comprometidos a fazer tudo o que for necessários", afirmou. "Vamos superar isso."

"Donos da crise"

Lula, por sua vez, apoiou boa parte de seu discurso na tese de que crise tem como "donos" não apenas os bancos. A responsabilidade, disse o presidente, é também dos que permitiram que essas instituições multiplicassem em até 35 vezes seu capital. "Vamos ser francos, meus amigos, de coração: a atividade banqueira, a atividade de um banco, por si só, já é rentável", afirmou. "Ninguém precisa trabalhar no submundo da especulação para ganhar um pouco mais."

Lula declarou ainda que a crise colocou em evidência a "falência dos sistemas de governança mundial". Mas o Brasil, segundo ele, está preparado para enfrentar a situação. "Não sou um homem chegado a vender catástrofe quando não estou vendo catástrofe", destacou, descrevendo-se como um "otimista". Apesar de admitir que a crise é motivo de preocupação, Lula disse se tratar também de uma "oportunidade" para nações que conduziram suas políticas econômicas com seriedade. "Estamos colhendo o resultado da responsabilidade com que nós tratamos a economia deste país."

O presidente atribuiu a uma "ironia do destino" o fato de, em meio à crise, países emergentes estarem em melhor condição que nações desenvolvidas. "Quando eram os países pobres, sobretudo os emergentes, que estavam em crise, eu me lembro quanta gente dava palpite sobre o meu país", desabafou.

Ele disse ver o fim do domínio da "economia virtual" sobre uma economia que de fato produz e gera emprego. E, em meio ao discurso, encaixou mais um apelo para que sejam ressuscitadas as negociações da Rodada Doha. "Só existe uma razão para não ter o acordo na Rodada de Doha: é a questão político-eleitoral, onde tiver", disse, mencionando o fato de os EUA estarem em plena eleição presidencial.

O presidente também garantiu que manterá os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E avisou que, se julgar necessário, não hesitará em buscar recursos no exterior. "Se for preciso vou viajar o mundo procurando meus amigos e ver quem tem dinheiro para emprestar para um bom pagador."

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