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Lula convoca equipe econômica após pressão do mercado, mas não define novas medidas fiscais

Lula convoca equipe econômica após pressão do mercado, mas não define novas medidas fiscais
Ministro da Fazenda afirmou que não há "fórmula mágica" e que novas medidas fiscais serão avaliadas após a volta de Lula da COP31. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou, na tarde desta quinta-feira (5), a equipe econômica para uma reunião após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper o ciclo de cortes e manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75%. Após a reunião, contudo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não foram discutidas novas medidas fiscais.

“Não discutimos medidas específicas. Estamos falando em reforçar as regras vigentes hoje, de modo a garantir o processo de inclusão social, valorização das políticas públicas de maneira sustentável”, disse o ministro a jornalistas.

Segundo ele, a equipe da Fazenda e do Ministério do Planejamento devem apresentar um levantamento sobre o cenário econômico ao presidente na volta de sua viagem à COP31, que será realizada na Turquia, na próxima semana.

O pacote de bondades implementado por Lula durante a campanha eleitoral poderá custar cerca de R$ 300 bilhões, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado.

O ministro pontuou que “não há fórmula mágica” e afirmou que não houve divergências durante a reunião. Entre os participantes do encontro estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros do governo e os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega.

"Não nos parece haver fórmula mágica, e sim manutenção dos compromissos fiscais. Então, um compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado nas regras fiscais atuais, de modo que a gente siga melhorando tanto indicadores sociais, políticas públicas, quanto o resultado das contas públicas do governo", disse.

Durigan garantiu que o mercado financeiro não tem motivo para receio. “A mensagem mais importante é: quem investe e quem produz no país não vai ter, neste governo, nenhum problema, nenhuma dificuldade com relação à previsibilidade, regras claras”, enfatizou.

Nesta quarta (4), o Banco Central apontou que a manutenção da Selic tem o objetivo de assegurar a estabilidade de preços e "implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego" diante da incerteza causada pelas "expectativas de inflação mais elevadas".

A piora nas expectativas de indicadores econômicos foi confirmada pelo primeiro boletim Focus após a vitória do petista, divulgado na terça (3), que estimou o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, de 5,19% para 5,22% em 2026, acima do teto da meta de 4,5%.

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