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Enquanto Banco Central e Congresso Nacional estudam propostas para descentralizar o setor de cartões e torná-lo mais competitivo, analistas se dividem quanto à eficácia das medidas que foram apresentadas até agora. Na avaliação do banco de investimentos Morgan Stanley, o negócio de administração de cartões no Brasil deve passar por transformações significativas nos próximos dois anos, por conta de mudanças regulatórias e da entrada de companhias internacionais.

No relatório divulgado on­­tem, os analistas estimam uma queda significativa de rentabilidade das administradoras e dos emissores de cartões, quando o monopólio for desafiado pela entrada de empresas estrangeiras e pelas mudanças regulatórias estudadas pelo poder público nacional. Isso geraria um desempenho negativo das ações das administradoras em um primeiro momento, mas depois disso a rentabilidade e o lucro por ação cresceriam – porém com taxas menores que as registradas atualmente.

Para os analistas, o aspecto mais importante para a mudança da indústria de cartões já está em curso – o fim iminente do acordo de exclusividade entre Vi­­sa e Visanet. "Esse acordo re­­pre­­senta um importante obstáculo estrutural a um ambiente competitivo no setor", afirmam. Eles preveem que, abolida a exclusividade, uma série de administradoras internacionais "multibandeiras" irão operar no Brasil em até dois anos.

Já a consultoria Link Investi­mentos, em relatório também divulgado ontem, é mais cética. Os analistas citam que no Senado corre o Projeto de Lei 213/07, que prevê a diferenciação de preços de acordo com a forma de pagamento – dinheiro, cheque ou cartão. O objetivo em teoria é fomentar a competitividade entre meios de pagamento, mas esbarra em dificuldades operacionais. "Além disso, o uso de cartão reduz a informalidade dos negócios e aumenta o recolhimento dos impostos. Sendo assim, o governo deveria ser contra essa medida", dizem os analistas.

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