O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está entre os mais duros dirigentes de bancos centrais no combate à inflação, disse o diário nova-iorquino Wall Street Journal, na edição deste fim de semana. "O Brasil não está esperando e não vai esperar outros banqueiros centrais agirem para decidir lutar contra as pressões inflacionárias", afirmou Meirelles ao jornal. Na semana passada, o presidente do BC cumpriu agenda nos Estados Unidos, onde fez palestra para investidores em Nova Iorque, participou de um evento sobre economia mundial em Aspen e do simpósio anual organizado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) de Kansas City, em Jackson Hole, cujo tema foi "Mantendo a estabilidade em um sistema financeiro em transição".

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No caderno de finanças, o jornal aponta que o Banco Central brasileiro tem atuado mais agressivamente contra a inflação, subindo o juro básico da economia para 13%. No debate sobre quão agressivamente os bancos centrais precisam agir, o WSJ cita que Meirelles e diversos economistas argumentam "que os bancos centrais deixaram a economia ficar excessivamente aquecida durante os últimos anos de crescimento e criaram pressões de preços que serão difíceis de erradicar". À reportagem do WSJ, Meirelles disse que "cada país precisa fazer sua própria decisão (quanto ao juro). Nós podemos ver claramente que quanto mais bancos centrais agirem decisivamente para controlar a inflação mais fácil o trabalho fica para todos".

O jornal também relatou que outros BCs, particularmente na Ásia, não têm sido tão duros, esperando que a recente desaceleração nos preços de commodities ajudará a resolver o problema de inflação para eles. "De longe, no mundo, o banco central que tem ficado à frente da curva é o Brasil", disse ao jornal Michael Gomez, um dos gestores do fundo Pimco para mercados emergentes, que administra US$ 80 bilhões no portfólio para esses países.

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