i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Veículos

Mercado de carro usado cresce pelo quinto ano seguido

Em 2014, venda de automóveis de segunda mão aumentou 6,5%. Alta de preço dos zero km mantém segmento otimista em 2015

  • PorFernando Jasper
  • 22/01/2015 21:16
Antônio Deggerone, da Assovepar: volta do IPI favorece os usados | Antônio More/Gazeta do Povo
Antônio Deggerone, da Assovepar: volta do IPI favorece os usados| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Seminovos

Venda de carros com até três anos de uso sobe 9% em 2014

Um veículo novo perde cerca de 20% do valor em poucos meses de uso. Essa rápida desvalorização, em um contexto de alta de preços dos carros zero-quilômetro e restrições ao crédito, empurrou muitos consumidores para as lojas de "seminovos", automóveis com até três anos de uso. "No ano passado, as vendas cresceram cerca de 10%, com uma procura muito grande por veículos com até um ano e meio", conta Juliano Costa Luz, dono da FJ Multimarcas.

As estatísticas da Fenauto comprovam a preferência dos consumidores. O segmento com maior crescimento de vendas em 2014 foi o de seminovos, com alta de 9% em relação ao ano anterior. Em seguida, com expansão de 8,8%, aparecem os "usados jovens", com quatro a oito anos de uso. As vendas de veículos mais antigos cresceram apenas 3,7%.

A expectativa é de que esse comportamento se repita neste ano. "O fim do desconto do IPI favorece a venda de seminovos mais equipados. Quando bem escolhido, um seminovo completo representa uma compra melhor que a de um carro novo básico", diz Gilmar Fontana, da Fontana Veículos.

Os seguidos reajustes de preço dos carros novos e o fim do desconto do IPI para esses veículos estão fazendo a alegria do mercado de usados. Em 2014, enquanto a economia andou de lado e as vendas de novos recuaram pelo segundo ano seguido, os revendedores de usados comemoraram o quinto avanço anual consecutivo. E a expectativa é de mais crescimento em 2015.

INFOGRÁFICO: Confira o índice de vendas de carros usados em 2014

As vendas do segmento aumentaram 6,5% em todo o país no ano passado, o melhor desempenho desde 2011, segundo a série histórica da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O avanço no Paraná foi parecido, de 6,3%, de acordo com a Assovepar, que reúne os revendedores do estado.

"Estudos de mercado indicam que devemos ter uma evolução próxima de 5% neste ano. Está havendo uma migração do consumidor de novos para usados", diz Antônio Deggerone, vice-presidente da Assovepar e dono da revendedora Exclusiva.

Um dos indícios dessa migração está na relação entre as vendas de cada segmento. Até meados da década passada eram negociados mais de quatro automóveis usados a cada zero-quilômetro que saía da concessionária. Esse índice caiu gradualmente, conforme o aumento da renda e a ampliação do crédito estimulavam a compra de veículos novos, mas voltou a subir nos últimos anos. Do piso de 2,3 usados por novo registrado em 2009, época da primeira redução do IPI, chegou à marca de três por um no ano passado, a maior desde 2007.

"Como o acesso ao crédito ficou mais difícil, quem tinha a intenção de comprar um carro zero de R$ 40 mil ou R$ 50 mil passou a procurar um usado de R$ 20 mil ou R$ 30 mil", diz César Lançoni, dono da Cabral Automóveis. É verdade que o crédito também ficou mais restrito para os carros de segunda mão. Mas, como a prestação é mais baixa, cabe mais fácil no orçamento do comprador – e o financiamento tem mais chances de ser aprovado.

Crédito

Segundo lojistas consultados pela Gazeta do Povo, os bancos já não financiam compras com entrada de menos de 20%. Muitas vezes, exigem parcela inicial ainda maior, de 30% ou 40%. "Antigamente, 70% dos carros usados eram financiados. Ano passado, foram só 35%", diz Ilídio Gonçalves dos Santos, presidente da Fenauto, a federação nacional dos revendedores.

O dirigente não se queixa das restrições. "Os bancos estão agindo com mais responsabilidade. É melhor que deixar a inadimplência crescer", diz. "Para nós, é interessante que o cliente financie em no máximo 36 vezes, porque vai trocar de carro mais cedo e girar o mercado. Quando comprava sem entrada e parcelava em 60 meses, ele não conseguia fazer a troca tão cedo."

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.