
Além de manter investimentos em 2009, a MM Mercadomóveis, rede de lojas de móveis e eletroeletrônicos com sede em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, resolveu ir às compras. A empresa acaba de assumir parte da rede de lojas catarinense Comércio de Móveis e Eletrodomésticos Vieira e prepara-se para fazer uma proposta pela Dudony, rede maringaense que está em recuperação judicial.
"Para nós, a crise já passou", afirma Márcio Pauliki, superintendente da MM. Na última quinta-feira, a empresa fechou um acordo para assumir dez lojas da rede Vieira, que continuará com outras oito em Santa Catarina. A intenção é reabrir os pontos-de-venda, já com a bandeira MM e a contratação de cerca de 150 pessoas, entre julho e agosto. As lojas estão localizadas em cidades como Joinville, Jaraguá do Sul, Indaiá e Timbó. "Com a compra, conseguimos acelerar nossos planos de expansão em Santa Catarina, onde já temos três lojas."
A MM programou também investimentos de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões para 2009 na abertura de mais dez lojas no Paraná. Além disso, Pauliki diz que a rede está interessada em 30 lojas da antiga Dudony, grupo de Maringá que entrou em recuperação judicial em dezembro do ano passado e que já despertou a atenção do Baú da Felicidade, do apresentador Silvio Santos, e do empresário Carlos Roberto Massa, o Ratinho. "Há outras empresas interessadas em parte da cadeia de lojas, o que pode facilitar nossa investida." No próximo dia 16 de junho, a assembleia de credores vai avaliar as propostas.
De acordo com Pauliki, o objetivo é elevar o faturamento da rede de R$ 220 milhões, em 2008, para R$ 300 milhões nesse ano, quando a MM deve alcançar 130 lojas. Com a Dudony, a ideia é expandir para a região Norte do estado, em cidades onde ela ainda não tem presença, e, ao mesmo tempo, marcar posição geográfica e barrar o avanço de concorrentes.
Além das tradicionais Casas Bahia, Ponto Frio, Colombo e Magazine Luiza, o varejo de eletroeletrônicos do estado deve em breve receber a mexicana Coppel, que está desembarcando no país. "Não estamos preocupados. As redes mexicanas [além da Coppel, a Elektra já fez sua estreia no país, com lojas no Nordeste] ainda vão precisar de um tempo para se adaptar ao nosso mercado. Há diferenças até mesmo no prazo de pagamento das parcelas por parte do consumidor, que no México é semanal."
De acordo com Pauliki, o cenário para o varejo vem melhorando nos últimos meses e aos poucos o crédito e os prazos mais longos estão voltando a aparecer no mercado. Além disso, os eletrodomésticos de linha branca passaram de uma participação de 20% para 25% nos negócios da rede, a partir a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).







