
Na era digital, uma empresa com um bom modelo de negócios tem mais chances de prosperar do que uma concorrente com um produto excelente. Para o mentor de estratégia e inovação do grupo Newcomm, Walter Longo, que fez a palestra de encerramento do Fórum de Marketing Curitiba 2008, ontem à noite, é isso que permite, por exemplo, que um empresário paulista venda biquínis brasileiros para mais de 60 países de dentro de sua própria casa, ou que outro visionário ganhe dinheiro vendendo pizzas, sem ter que, de fato, pôr a mão na massa.
Para Longo, passamos por um período em que tudo está mudando ao mesmo tempo, e o desafio é entender as diversas tendências e acompanhá-las. "Vivemos uma progressão exponencial de tecnologia que está provocando uma revolução somente comparável à Revolução Industrial. Sabemos o que era, mas não sabemos o que vai ser. A coragem para rever e questionar conceitos fossilizados é o que vai determinar a diferença entre os profissionais de hoje e os profissionais do futuro", avaliou.
Como exemplos de modelos de negócios inovadores, o palestrante citou a transformação do tradicional ramo de hotelaria, que deixou de oferecer hospedagem e alimentação com suas variações de conforto e qualidade para proporcionar inovações e experiências, como a possibilidade de passar uma noite em quarto que reproduz o ambiente de uma cela de presidiário, ou em outro, que traz para o mundo real o cenário de um desenho animado.
Há também uma empresa que confecciona, no formato de bichos de pelúcia, os desenhos de criaturas imaginárias feitos por crianças. Ou o provador de loja de roupas que fotografa e envia a foto por celular ou e-mail para que o consumidor tenha a opinião de conhecidos antes de se decidir pela compra.
"Estes não são produtos, são soluções oferecidas por modelos de negócios inovadores", ressalta Longo, que afirma que a mesma mudança de cenário também ocorre no setor da comunicação.



