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Comércio

Móveis e eletros seguram o varejo no PR

Vendas no setor varejista brasileiro crescem menos ano a ano. No Paraná, tendência também é de queda, mas consumo das famílias evita desaceleração maior

Venda de televisores para a Copa do Mundo em abril não foi tão boa como se esperava | Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Venda de televisores para a Copa do Mundo em abril não foi tão boa como se esperava (Foto: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo)

As vendas no comércio varejista brasileiro crescem cada vez menos, mas no Paraná, graças às vendas de móveis e eletrodomésticos, o declínio tem sido menor. Segundo dados de abril da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgados ontem, o varejo no país vendeu 4,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

INFOGRÁFICO: Veja dados sobre o varejo de móveis e eletrodomésticos no Brasil

No estado, o desempenho foi um pouco melhor – 6,9% no mesmo período –, mas acompanha a tendência nacional de queda. Nos acumulados de 2012 e 2013 até abril, o varejo cresceu no Brasil 7,2% e 6,4%, respectivamente. No Paraná, o mesmo indicador mostra um arrefecimento do comércio varejista, que passou de 10,2% em 2012 para 6,3% em 2013.

Já o crescimento das vendas do setor de móveis e eletrodomésticos, segundo o IBGE, vem desacelerando menos no país. Passou de 15,8% em abril de 2012 para 8,4% no mesmo mês de 2013 e depois 5,6% agora. O mesmo setor no Paraná sofreu uma queda brusca no acumulado verificado em abril entre 2012 e 2013, passando de 19,4% para 1,4% negativo, mas recuperou o fôlego em abril deste ano, alcançando uma alta de 7,8% no volume de vendas.

Aliados

O diretor de Pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, avalia que a situação do setor moveleiro e eletroeletrônico é parecida com a nacional. Ele explica que o desempenho positivo se deve ao consumo familiar, que está atraído pelo crédito facilitado.

A ação do governo federal por meio do cartão Minha Casa Melhor, que abriu uma linha de crédito de até R$ 5 mil para beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida, é uma das explicações para o aumento no volume de vendas no setor de móveis e eletrodomésticos, na visão da coordenadora de Pesquisas da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Priscila Andrade Takata. O calor intenso do verão paranaense, que fez superar as médias de vendas de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, também ajudou o setor, segundo ela.

Para o consultor de comércio e serviço do IBGE, Nilo Lopes de Macedo, a tendência é que o varejo retome o crescimento até o final deste ano. Segundo ele, a Copa do Mundo e as eleições são fatores propícios ao aquecimento da economia devido à chegada de turistas e aos empregos temporários gerados nas campanhas.

Em busca de clientes, redes ampliam filiais no interior

As grandes redes de móveis e eletrodomésticos mantêm suas previsões de crescimento. No Paraná, elas apostam em cidades de pequeno e médio para vender mais. A Via Varejo, que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio, informou que investiu R$ 12 milhões na abertura de lojas das Casas Bahia em Campo Mourão e Londrina, ambas na Região Norte, e em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais 36 lojas devem ser abertas no Sul do país até 2016, porém, as cidades não foram reveladas – pelo menos outras duas serão inauguradas no Paraná neste ano.

A rede Mercadomóveis, que tem matriz em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, pretende abrir mais 20 lojas até o fim do ano. Duas delas foram inauguradas no início de junho em Santa Tereza do Oeste (Oeste) e Tapejara (Noroeste do estado). "Nós atuamos em quatro estados – no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul –, mas a imensa maioria das nossas 200 filiais está localizada em pequenas e médias cidades. Temos muito orgulho de contribuir para a geração de emprego e renda no interior", afirma o superintendente da rede, Márcio Pauliki.

O ano começou bom para a Romera, com 20% de aumento nas vendas em março, mas caiu 6% em abril, segundo a empresa, por causa das chuvas no Norte do país. Os planos de expansão, no entanto, se mantêm. A rede deve abrir mais 15 lojas somente neste ano, sendo dez no Pará, duas no Paraná e mais três em outros estados.

Produção

A expectativa de crescimento do setor de móveis, com a abertura de novas filiais, não está diretamente relacionada ao aquecimento da produção moveleira no Paraná, analisa o coordenador do Conselho Moveleiro e vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Aurélio Sant’anna. "O setor passa por modificações porque, nos últimos anos, os móveis sob medida foram substituídos pelos modulados ou planejados, que têm fábricas em outros estados e são fornecedoras para o Paraná", aponta, lembrando que também há peças importadas no varejo.

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