Os pequenos supermercados oferecem a melhor colocação para produtos de marcas populares como a Q. Roupa, de João Vitorino Filho. Ele fornece para 200 pontos de venda, um terço de todo o pequeno varejo da cidade, mas freqüentou prateleiras dos grandões Mercadorama, Carrefour, Makro e Extra durante mais de uma década. "Com eles a gente não ganha dinheiro, só leva prejuízo", reclama. Em uma das redes, ele era obrigado a entregar de graça um carregamento a cada quatro pedidos. "Nos menores o produto sai mais", explica. Com a mudança para pontos de venda menores, ele conseguiu aumentar a produção.

O professor de marketing da Unifae, Marcos Kahtalian, lembra que o pequeno varejo é lucrativo para a indústria, pois os pagamentos são feitos em 30 dias ou até à vista, e sem tantas exigências." O dono da mercearia Kami, no Sítio Cercado, vende nada menos que 11 marcas de papel higiênico, mais do que Pão de Açúcar, Big e Mercadorama. "Compro dos representantes que batem à nossa porta", explica Satoshi Nakamigawa. "Basta que venham com preço bom." O gerente do mercado de bairro Gasparin lembra também que, para marcas iniciantes, o pequeno varejo é um bom local para se tornar conhecido. E depois partir para a grande arena. (HC)

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