Apesar de toda a literatura e exemplos que mostram o "caminho das pedras" para um negócio ter sucesso, porque é que existe uma disparidade tão grande no número de empresas bem sucedidas em diferentes cidades e países?

Para exemplificar, quão bem sucedido seria você e sua empresa se você "se mudasse" para o Haiti ou para uma cidade no interior do Maranhão, estado mais pobre do Brasil? Vamos concordar que as coisas seriam mais difíceis.

Por mais competente que você seja, a falta de educação, saúde, infraestrutura, assim como a corrupção e outros fatores locais influenciam sua capacidade de "chegar lá". Ou seja, seu sucesso não depende só de você, mas também de "onde" você está!

Isto posto, o que fazer? Esperar o governo? Apontar culpados? Mudar de cidade? Vamos ser menos preguiçosos e mais empreendedores do que isso. Que tal pensar como o seu negócio contribui para a sociedade em que está inserido e cresce junto com ela?

Além da filantropia, a ideia de negócios que geram inclusão e impacto social vem ganhando força e visibilidade ano a ano. E ela não vem de um guru americano, mas de um professor de Economia de Bangladesh chamado Muhammad Yunus, que se tornou o 1° banqueiro a ser Nobel da Paz em 2006, criou 54 "empresas sociais" em outros setores e hoje dissemina o conceito em todo o mundo.

No Brasil, os negócios inclusivos também crescem com ONGs e empresas de todos os portes e setores criando iniciativas e linhas de negócios que desenvolvem comunidades e criam mercados como Natura, Danone, Gerdau, Solidarium, AOKA, Santander.

Estas e outras estão seguindo o princípio de que "não se têm empresas bem-sucedidas em sociedades fracassadas", portanto aproveite o início de 2013 para pensar e traçar estratégias de como criar novos mercados e desenvolver a sociedade em que sua empresa está inserida.

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