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Comércio Exterior

Negócios entre o Paraná e a China cresceram 80% no primeiro semestre

Importação de produtos chineses disparou 140% desde 2006

Produtor de filmes B busca recursos para novo filme, em "O Crocodilo" | Divulgação/Downtown Filmes
Produtor de filmes B busca recursos para novo filme, em "O Crocodilo" (Foto: Divulgação/Downtown Filmes)

A China foi um dos principais responsáveis pelo forte crescimento do volume de exportações e importações do Paraná no primeiro semestre deste ano, e consolidou-se como um dos quatro maiores parceiros comerciais do estado. A corrente comercial entre Paraná e China – soma dos valores importados e exportados – avançou cerca de 80% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, saltando de US$ 370 milhões para US$ 665,3 milhões.

O comércio do Paraná com outros três grandes parceiros cresceu menos: aumentou 41% com a Argentina, 51% com a Alemanha e chegou a recuar 13% no caso dos EUA. No entanto, a relação entre Paraná e China é cada vez mais favorável aos asiáticos, graças à disparada das importações paranaenses: de janeiro a junho, o volume comprado da China atingiu US$ 315 milhões, com aumento de 140% sobre igual período de 2006. O volume atual equivale a quatro vezes o registrado no primeiro semestre de 2005 (US$ 78 milhões).

As exportações para os chineses também cresceram em 2007, mas o ritmo foi muito mais de recuperação do que propriamente expansão. No primeiro semestre de 2005, os paranaenses venderam o equivalente a US$ 388 milhões, volume que despencou para US$ 239 milhões no ano seguinte e subiu para US$ 350 milhões neste ano.

Como resultado dessa combinação, a diferença entre o que o Paraná exportou e importou da China continuou a cair, desta vez para apenas US$ 35 milhões, bem menos que o saldo registrado no primeiro semestre de 2005 e 2006 (US$ 310 milhões e US$ 108 milhões, respectivamente).

Segundo o analista Gustavo Machado, diretor da consultoria GT Internacional, o motivo para a oscilação das exportações é que os principais produtos comprados pela China são a soja e seus derivados, sujeitos ao sobe-e-desce do mercado internacional. Como a produção paranaense voltou a crescer e os preços da commodity estão em alta, o avanço das vendas era esperado – soja em grão e óleo de soja respondem por 77% de tudo o que vai para a China.

Do lado das importações, a pauta é mais variada, incluindo artigos como pilhas, pequenos motores e matéria-prima para fertilizantes. Mas o grande destaque do semestre foram os componentes de informática: os quatro produtos mais importados da China no primeiro semestre são desse grupo, somando US$ 53 milhões – mais de três vezes o volume importado entre janeiro e junho de 2006.

Machado, da GT Internacional, avalia que o avanço do comércio com a Argentina, que se consolidou como principal parceiro do estado, é natural. "A economia argentina cresce muito e, bem ou mal, o Mercosul oferece vantagens", diz. Por outro lado, a retração da relação comercial com os norte-americanos se deve principalmente à queda de 22% nas vendas do Paraná, influenciada pela drástica redução das exportações de artigos de madeira.

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