Cartão de crédito do Banco Inter.| Foto: Twitter/Reprodução

Na manhã desta sexta-feira (4), o site de tecnologia Tecmundo reportou que um hacker teria supostamente obtido os dados de 400 mil clientes do Banco Inter. Na segunda (30), o Inter abriu seu capital na Bolsa, atingindo valor de mercado de R$ 1,9 bilhão.

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Segundo o Tecmundo, um hacker que atende pelo nome John teria enviado à reportagem um “manifesto” de 18 páginas detalhando como teria obtido os dados e suas motivações, e um arquivo criptografado de 40 GB contendo dados pessoais de cerca de 400 mil clientes, imagens de cheques, registros de transações e chaves de segurança e senhas de 100 mil clientes.

A reportagem do Tecmundo diz que “confirmou 81.609 nomes no vazamento”. O restante dos dados não teria sido visualizado devido à criptografia. Diz o site, ainda, que os dados vazados já estariam sendo vendidos em sites da deep web (porção da web que exige softwares especiais para o acesso e que não é indexada por buscadores comuns), e que John comunicou o Banco Inter do problema e exigiu uma quantia para não divulgar o vazamento.

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Em nota enviada à imprensa, o Banco Inter negou o vazamento, confirmando apenas a tentativa de extorsão do suposto hacker:

“O Banco Inter comunica que foi vítima de tentativa de extorsão e que imediatamente constatou que não houve comprometimento da segurança no ambiente externo e nem dano à sua estrutura tecnológica. A companhia esclarece, ainda, que comunicou o fato às autoridades competentes e a investigação corre em sigilo.”

Na nota, o banco ainda cita o artigo 16 da Lei 5.250/67, que tipifica a publicação ou divulgação de “notícias falsas ou fatos verdadeiros truncados ou deturpados” relacionados a instituições financeiros. Questionada se o Banco Inter tomará alguma medida judicial contra o Tecmundo, a assessoria respondeu, por telefone, que o Inter ainda não tomou uma decisão a esses respeito.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]