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Centro de distribuição da Amazon em Hemel Hempstead, na Inglaterra. | Chris Ratcliffe/Bloomberg
Centro de distribuição da Amazon em Hemel Hempstead, na Inglaterra.| Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg

Trabalhadores dormindo em pé, chamadas regulares para ambulâncias e pelo menos dois itens embalados por minuto. Essas são algumas das condições de trabalho no centro de distribuição da Amazon em Tilbury, na Inglaterra, de acordo com o jornalista Alan Selby. Ele passou cinco semanas disfarçado trabalhando para a empresa e escreveu seu relato ao jornal britânico Mirror.

Tilbury é o maior centro de distribuição da Amazon na Europa, entregando cerca de 1,2 milhão de itens por ano. Para conseguir cumprir com essa alta demanda, principalmente no período das festas de fim de ano, os trabalhadores passam por condições extremas diariamente, conforme o relato.

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“Encontrei funcionários dormindo em pé, exaustos de labutar até 55 horas por semana”, escreve Salby. “Um colega foi levado ao hospital de ambulância quando desmaiou durante o trabalho, após perseverar apesar de sentir-se mal. Outra ambulância foi chamada quando uma mulher sofreu um ataque de pânico ao saber que suas horas extras compulsórias significariam 55 horas de trabalho até após o Natal.”

Vigiados por câmeras e supervisores, os trabalhadores têm metas como embalar entre 120 e 200 itens por hora – números que aparecem em telas posicionadas diretamente na frente das pessoas. Eles são desencorajados de sentar-se durante os turnos de 10 horas. Também há reclamações sobre as condições imundas dos banheiros.

Outro lado

A Amazon disse “fornecer um ambiente de trabalho seguro e positivo, com pagamento competitivo e benefícios desde o primeiro dia”. A empresa se diz orgulhosa de criar “milhares de empregos permanentes nos nossos centros britânicos” e que “uma das razões para atrairmos tantas pessoas é que oferecemos ótimos empregos e ambiente de trabalho positivo com oportunidade de crescimento”.

No ano passado, uma reportagem do site australiano News relatou que entregadores da companhia chegavam a defecar na roupa para conseguir chegar à meta de até 200 endereços por dia. No Brasil, a entrega dos produtos vendidos pela empresa é terceirizada a outras companhias. 

Paralisação

Na Itália, funcionários do centro de distribuição da Amazon fizeram uma paralisação durante a Black Friday deste ano. Eles alegaram que a empresa não pagou o prêmio de produtividade prometido, apesar de a meta ter sido alcançada e a companhia aumentado os seus lucros no país. Cerca de 500 funcionários dos 4 mil trabalhadores pararam suas atividades em protesto.

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