O governo estadual vai reduzir os custos da produção agrícola a partir do ano que vem, prometeram ontem o governador eleito, Beto Richa (PSDB), e o economista que vai comandar a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara. A estratégia, segundo eles, vai da diminuição do valor do pedágio ao barateamento das taxas de embarque no Porto de Paranaguá. Eles estiveram no evento organizado pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), realizado ontem.

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Ortigara disse que pode não haver redução do valor do pedágio para o escoamento da safra de grãos atual, que começa a ser colhida em janeiro, mas afirmou que as mudanças devem ocorrer antes da colheita da safra 2011/12. "A disposição do governo é de fato reduzir o custo do pedágio sem reduzir a planilha de investimentos. Há espaço contratual para isso. O pedágio é caro, especialmente para a agricultura", disse. Ele argumentou que a redução de custos é decisiva para o campo, pelo fato de o setor ser tomador de preços. "O meio rural não forma o preço que recebe por seus produtos, como muitos outros setores da economia. Precisa atender à competitividade do mercado", acrescentou.

Segundo Beto Richa, durante seu governo o estado vai alcançar o status de área livre da aftosa e os pecuaristas poderão deixar de gastar com vacinas. Em duas campanhas anuais, investe-se aproximadamente R$ 15 milhões para imunizar as 9,6 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos do estado. A campanha de vacinação de maio de 2011 está confirmada e a de novembro seguinte pode ser suspensa após avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Essa medida depende, no entanto, da contratação de pelo menos 50 veterinários e 260 técnicos, medidas que os novos governantes dizem considerar prioritárias.

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O presidente da Faep, Ágide Meneguette, disse que "espera muito" do governo do estado e que fará cobranças diretas ao governador. Ele afirma que, além de programas e projetos, quer contar com apoio político em questões como a redução do preço mínimo do trigo, definida pelo governo federal quando a safra que está sendo colhido já tinha sido plantada. A redução do preço mínimo, que determina a renda do produtor que vende a safra para programas governamentais, foi de 10%.