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Visitante fotografa aparelho da LG com resolução 4K e tela OLED | DAVID MCNEW/AFP
Visitante fotografa aparelho da LG com resolução 4K e tela OLED| Foto: DAVID MCNEW/AFP

Dos mais tradicionais na CES, maior feira de tecnologia do mundo, que abriu as portas para o público nesta quarta-feira (6), o segmento de TVs não trouxe muitas novidades e apostou de novo no binômio maior resolução e maior tamanho. A LG, por exemplo, trouxe para a feira um mamute de 98 polegadas e resolução 8K, que fez público e imprensa especializada imaginar se é preciso tanto.

Embora as TVs 4K, com quatro vezes a resolução das tradicionais full HD, estejam se estabelecendo no mercado com mais e mais modelos e mais conteúdo sendo produzido, a pergunta é se aparelhos como o da LG não terão o mesmo destino das televisões 3D, que praticamente desapareceram da feira nos últimos anos.

No estande da Canon, imagens feitas por um protótipo de câmera 8K são exibidas aos visitantes, mas não impressionam muito. Mesmo da pequena sala de cinema construída no espaço da empresa japonesa, próximo à tela, o aumento de qualidade percebido é pouco significativo em relação às imagens 4K. Justificar o preço maior a ser pago por telas desse tipo, mesmo com equipamentos capazes de gerar conteúdo em tamanha resolução, como a câmera da Canon, será um desafio para os fabricantes.

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Como no caso das televisões 3D, os aparelhos 8K dependerão da adoção do público e dos produtores de conteúdo, emissoras e plataformas de streaming. O problema é que esses fatores são interdependentes. Se o consumidor hesita em comprar a nova tecnologia, estes últimos hesitam em investir em produções e transmissão no formato, o que novamente torna a tecnologia menos atrativa para o consumidor final, formando um ciclo.

Formatos

Mais atrativos tem sido os produtos que tentam arejar o formato das televisões tradicionais, com telas curvas e até transparentes. Nenhuma das duas coisas é exatamente novidade. A edição da CES do ano passado já havia trazido exemplares das duas coisas – e no caso das curvas, já há uma oferta razoável nas lojas –, mas neste ano as duas tecnologias aparecem mais maduras.

A Panasonic trouxe o protótipo de uma tela quase transparente, que se encaixa na frente de estantes. É com uma armário com vidros escurecidos. Basta ligar o dispositivo e os painéis são tomados por imagens em full HD. A empresa diz que ainda está trabalhando na transparência dos vidros e na qualidade da imagem projetada por pequenos LEDs embutidos na madeira que suporta o conjunto.

Embora já sejam relativamente comuns nas lojas, TVs com telas curvas ganham ares futuristas na CES – e são capazes de curvarem-se tanto que podem adquirir a forma de um papel enrolado, como em um protótipo mostrado no estande da LG. É verdade que o dispositivo impressionou quem passou por lá para dar uma olhada, mas para os veteranos da feira, havia um certo ar de deja vù. No ano passado, a Samsung já havia mostrado um protótipo capaz de se curvar. E com 105 polegadas e resolução ultra HD.

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