
O designer Fabio Egg Mais, 26 anos, é uma das milhares de pessoas da classe C da Região Sul que está comprando ou trocando de automóvel. Fabio acaba de adquirir seu primeiro carro zero quilômetro. Para comprar o Gol novo, deu de entrada um Fiesta e vai pagar 60 parcelas de R$ 580. "Resolvi trocar porque daqui para a frente seria cada vez mais difícil vender o carro anterior, que ficaria cada vez mais desvalorizado", afirma ele, que já sonha com a próxima aquisição. "A minha ideia é trocar o Gol por um modelo mais caro daqui a cinco anos", afirma. Antes disso, ele planeja fazer a primeira viagem para Buenos Aires, assim que tiver como tirar férias no novo emprego.
Na concessionária Servopa, de Curitiba, 35% das vendas do Gol carro de entrada da marca Volkswagen são para a classe C, segundo o gerente comercial, Ricardo Kennedy. Há cinco anos, essa participação ficava em cerca de 6%. Comprar carro zero era um negócio para as classes A e B. "A classe C até invistia no carro zero, mas era aquele comprador que se atirava e depois tinha problema para pagar. O cliente nem entrava no showroom dos novos", lembra. Segundo ele, apesar das medidas de restrição ao crédito baixadas pelo Banco Central no fim do ano passado que, dentre outras medidas, reduziram e encareceram o financiamento para a compra de automóveis , o movimento continua bom.



