Ranking da insatisfação - Telefonia é campeã de reclamações

São Paulo – As empresas de telefonia fixa mantiveram, no primeiro semestre de 2007, o primeiro lugar das reclamações feitas por usuários ao Procon-SP, informou ontem a entidade. O ranking de todas as áreas, porém, ainda não foi finalizado pela instituição, mas o Procon já informou quem são os dez primeiros colocados.

No balanço semestral, o Procon não divulga quais são as empresas que lideraram as reclamações, apenas os setores. Incluindo todas as áreas, o Procon recebeu 15.994 reclamações no primeiro semestre, ante 12.464 no mesmo período do ano passado, uma alta de 28,32%. Depois de telefonia fixa, aparecem aparelhos de telefone, em segundo lugar, cartões de crédito e lojas, em terceiro, e bancos, em quarto, e telefonia celular em quinto. Os números da área de assuntos financeiros, aliás, são os únicos fechados. De janeiro a junho, foram 1.674 reclamações sobre cartões, ante 1.105 em 2006, o que indica um aumento de 51,49% este ano. Os cartões superam até mesmo as reclamações do segmento bancário (1.004).

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Procon fará novo mutirão em agosto

O Procon-PR deve fazer em agosto um novo mutirão de orientação sobre a mudança na cobrança da telefonia fixa, de pulsos para minutos. O órgão já fez dois dias de atendimento especial sobre o tema e chegou a marcar uma terceira data, programada para o dia 19 de julho, que acabou cancelada.

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Termina na próxima terça-feira o prazo para todas as concessionárias de telefonia fixa que atuam no Brasil completarem a migração da cobrança por pulsos para a tarifação por minuto nas ligações para telefones fixos. As ligações interurbanas e para celulares não entram na mudança por já serem cobradas desta forma. No Paraná, as empresas responsáveis por esse serviço, a Brasil Telecom e a Sercomtel (que atua na região de Londrina), estão finalizando a mudança.

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A migração é regulamentada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e prevê a obrigatoriedade de oferta de dois planos tarifários pelas empresas, ambos mantendo o mesmo valor de mensalidade cobrado anteriormente, que é de R$ 39,53. Os usuários podem escolher um dos dois planos de acordo com seu perfil.

O primeiro plano, chamado de básico, consiste em uma franquia de 200 minutos e é recomendado para quem realiza ligações breves – até três minutos. O tempo adicional será cobrado da seguinte forma: R$ 0,10 por minuto no horário normal e R$ 0,21 por toda a ligação no horário reduzido, que continua o mesmo.

A outra opção é o Plano Alternativo de Serviços de Oferta Obrigatória (Pasoo), que oferece uma franquia de 400 minutos e é indicado para os usuários que fazem ligações longas ou ainda utilizam internet discada. "Esse plano é exatamente igual ao sistema de pulsos, mas com duas vantagens: é possível obter uma conta discriminada e não existe o pulso aleatório", explica o gerente de planejamento comercial da Brasil Telecom no Paraná, Nilson Miguel Estevão. No plano alternativo, o valor do minuto em horário normal será de R$ 0,16 e, no horário reduzido, de R$ 0,04. Também será cobrada uma taxa de completamento da chamada de R$ 0,16.

Segundo informações da Anatel a partir de dados preliminares, cerca de 20% dos 35 milhões de usuários das concessionárias já tinham migrado para o sistema de cobrança por minutos no mês de junho em todo o país. Menos de 0,5% tinham optado pelo plano alternativo no mesmo período. Os clientes das concessionárias que não optam pelo plano alternativo são migrados diretamente para o plano básico.

No Paraná, cerca de 80% dos 2 milhões de usuários da Brasil Telecom e 100% dos 160 mil consumidores da Sercomtel já migraram até agora. Nenhuma das empresas sabe informar ainda a quantidade de clientes que optou por cada plano, mas ambas oferecem serviço gratuito de mudança de planos. A Brasil Telecom ainda oferece a possibilidade de os consumidores solicitarem um demonstrativo depois da emissão da primeira conta em minutos, para compararem suas ligações e escolherem entre o plano básico e o alternativo, ou qualquer outro da empresa. Em seu site, também está disponível um simulador, para que o usuário compare as tarifas dos dois planos obrigatórios.

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Durante o período de migração as concessionárias foram proibidas pela Anatel de divulgar outros planos para não confundir os usuários. A partir de 1.º de agosto, essas empresas voltam a divulgar outras possibilidades para seus clientes. Quem já utiliza plano de tarifação por minuto, como o Conta Completa, da Brasil Telecom, ou é assinante de empresas autorizadas, como a GVT, não precisa se preocupar com a migração das tarifas.