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Giovani Ferreira

Para celebrar o campo e a cidade

  • Porgiovanif@grpcom.com.br
  • 29/07/2012 21:21

No Brasil eles são mais de 5 milhões. No Paraná, o maior estado produtor de grãos, em torno de 360 mil. No país eles representam menos de 3% da população. No estado, um pouco mais de 3%. Eles são os agricultores brasileiros, minoria se comparados ao número de habitantes, mas com uma grande responsabilidade. É importante saber quantos eles são – ou então quem são eles –, até como forma de conhecer um pouco mais sobre essa realidade, que está presente de Norte a Sul, de Leste a Oeste do território brasileiro.

Contudo, o dado mais relevante e que realmente importa não está no campo, mas nas cidades. Está no número de bocas que ele alimenta, na renda multiplicada a partir da produção primária, nos indicadores de saúde e segurança alimentar, na promoção econômica e social e no desenvolvimento sustentável da atividade. Enquanto produtor de soja, leite, carne, cana ou alface, o agricultor estabelece uma relação direta com cada um dos nossos 190 milhões de habitantes e, por consequência, com o desempenho da economia brasileira.

Engana-se quem ainda se refere ao agricultor como um homem do campo, colono, mateiro e sem informação. Homem do campo? Sim, com orgulho. Mas um novo homem, um novo agricultor. Um colono mais urbanizado e um mateiro mais experiente, consciente, seguro e informado. O produtor é, está e sempre será muito mais campo que cidade. Mas sua produção agora é agronegócio, é consumo, exportação e industrialização. É menos campo e mais cidade, uma realidade que provoca mudanças tecnológicas, mas também culturais, de comportamento, capacitação e competitividade, dentro e fora da porteira.

O agricultor de hoje expõe o novo Brasil agrícola, o novo Brasil rural, com todos os seus ônus e bônus implícitos a uma atividade que ganhou status, responsabilidade e passou a responder por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). A grande pergunta, porém, que os próprios agricultores se fazem, é se o país está preparado para dar vazão a todo esse potencial espelhado pelo agronegócio. Um agronegócio moderno e globalizado, que precisa ser sustentável, não apenas no curto. mas principalmente no longo prazo.

Temos produtor, tecnologia e área disponível para dobrar a produção, sem derrubar uma árvore sequer. Também temos mercado interno e exportação. Estamos entre os maiores produtores e somos um dos principais exportadores mundiais. Mas ainda nos falta muito em comunicação e informação, logística, expertise e posicionamento no comércio internacional. Os últimos anos foram de avanços, é verdade. A política agrícola brasileira evolui, é preciso reconhecer. O grande gargalo está no descompasso entre a necessidade e o potencial de expansão do setor com a falta de celeridade nos processos e competências para as coisas acontecerem com a rapidez e a efetividade que o momento e o negócio requerem.

Para que isso ocorra, no entanto, é preciso reconhecer os números e os agentes desse processo. Se o agronegócio é tão importante assim para o país, tem 25% do PIB, gera divisas e sustenta o superávit da Balança Comercial, o Dia do Agricultor, comemorado no último sábado, deveria ter mobilizado muito além das entidades de representação da classe. Não por vaidade, e sim pela sua presença no resultado econômico, na geração de emprego e renda, no combate à fome, na promoção e integração social.

É chegada a hora da sociedade conhecer e reconhecer o agronegócio, o agricultor e todos os elos dessa cadeia, onde todos nós, cidadãos, estamos inseridos. Não importa onde você vive, se no campo ou na cidade, tenha certeza que em algum momento, ou em vários momentos, tem um agricultor na sua vida. Do pão que você come à roupa que você usa, lá tem agronegócio. Para se ter uma ideia do que isso representa, somente em Valor Bruto da Produção (VBP), antes mesmo de ser industrializada e agregar receita, a agricultura e a pecuária do Paraná somaram em 2011 mais de R$ 50 bilhões. No Brasil, esse indicador supera os R$ 210 bilhões.

Contudo, isso não confere nenhum privilégio ao setor. Apesar dos números e da relevância, como qualquer outra atividade ou como qualquer outro cidadão, o agronegócio e o agricultor não estão livres dos erros, equívocos e condenações passíveis do ambiente democrático. O que o produtor revindica é o mínimo de discernimento diante das críticas. Que antes de criticar – para que as críticas sejam construtivas e fundamentadas – a sociedade procure conhecer e entender um pouco mais sobre o setor e como ele influencia as suas vidas. Isso porque, por trás de uma grande produção, ou de uma grande nação, terá sempre um grande agricultor.

O Dia do Agricultor deveria, portanto, não ser feriado nacional, porque a rotina do campo não permite esse tipo de luxo, mas destacado, exaltado ou pelo menos lembrado pelo Brasil, por outros segmentos da economia e da sociedade que tem suas vidas, negócios e futuro impactados pelo agronegócio.

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