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Política Monetária

“Parcimônia” do Copom esfria ânimos do mercado

  • 28/04/2006 18:41

São Paulo – A ata da reunião dos dias 18 e 19 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada ontem, caiu como um balde de água fria sobre o ânimo de investidores e do mercado financeiro. No documento, o Comitê avalia que a condução da política monetária deverá ser feita com maior "parcimônia" a partir das próximas reuniões – o que pode implicar cortes de juros na taxa básica da economia brasileira (Selic) menores que 0,75 ponto porcentual a cada reunião, como vinha fazendo.

"O Copom entende que a preservação das importantes conquistas obtidas no combate à inflação e na manutenção do crescimento econômico, com geração de empregos e aumento da renda real, poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia", diz a ata, contrariando a expectativa alimentada nos últimos dias de que haveria sinalização de maiores cortes na taxa Selic – reduzida na semana passada para 15,75% ao ano.

No entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a Selic vai continuar a cair e minimizou a ata do Copom. "A política monetária responde ao desafio da inflação. A inflação está sob controle e os preços, bem-comportados", afirmou o ministro. "Por isso a taxa vai continuar caindo no país", completou.

O mercado entendeu o recado de duas formas: ou o Copom fará uma parada para observar os efeitos das quedas recentes dos juros ou então vai cortar a Selic em menos de 0,75 ponto porcentual, como vinha fazendo.

Mantega, entretanto, subestimou essas interpretações. "É apenas uma das interpretações possíveis. É claro que há uma posição de cautela, mas com as metas sendo alcançadas vai haver uma redução da taxa e o aumento de crédito", disse.

Gasolina

Embora tenha mantido a previsão de que a gasolina não sofrerá aumentos neste ano, o Copom admitiu, na ata divulgada ontem, que aumentaram os riscos que poderão levar a uma elevação de preços no mercado interno por conta do ambiente internacional.

"É forçoso, porém, reconhecer que desde a última reunião do Copom o cenário central de trabalho tornou-se progressivamente menos plausível e que, portanto, aumentaram significativamente os riscos à sua concretização, risco que poderiam se materializar em uma elevação nos preços domésticos da gasolina em 2006, determinada pela evolução dos preços internacionais do petróleo", informa o documento. O preço do barril do petróleo está sendo negociado acima dos US$ 70.

De acordo com a ata da reunião, a atividade econômica será impulsionada pela expansão do nível de emprego e o crescimento do crédito, além do aumento do salário mínimo e dos benefícios fiscais concedidos pelo governo nos últimos meses.

Para o comitê, a convergência da inflação para a trajetória de metas e o cenário de estabilidade contribuem para o processo de redução da percepção de risco. Já a elevação dos preços do petróleo é vista como um fator preocupante. Ainda assim, o Copom vê um cenário benigno para a trajetória de inflação. O colegiado estima que a inflação neste ano no chamado cenário de referência – que considera a taxa de juros estável por 12 meses – continua abaixo da meta de 4,5%.

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