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Arrecadação com leilão do 4G deve chegar a R$ 7,5 bilhões | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Arrecadação com leilão do 4G deve chegar a R$ 7,5 bilhões| Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo

Transmissão

TV digital deve chegar a 65% da população neste ano

A expectativa do governo é de que 65% da população brasileira tenha acesso à TV digital até o fim de 2014. De acordo com a secretária de Serviços de Comunicações Eletrônicas do Ministério das Comunicações, Patrícia Ávila, o foco são cidades com mais de 100 mil habitantes. Além disso, a meta é ter em todas as capitais ou regiões metropolitanas ao menos quatro emissoras operando em tecnologia digital ainda neste ano. Segundo a secretária, o investimento ainda necessário é estimado em R$ 3,5 bilhões.

Atualmente, 60% da população brasileira está coberta por esse serviço digital. A estimativa é de que, ao longo de 2014, metade das estações de TV e retransmissão esteja instalada em novos canais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve definir até junho o canal digital destinado às estações de mais baixa potência.

O processo de desligamento da TV analógica prevê que as redes serão remanejadas entre os canais 14 e 51. Inicialmente, o desligamento ocorreria de uma só vez, em 2016, mas o governo decidiu fazer isso de forma gradual. O prazo de outorgas pelo Ministério das Comunicações vai até 2017. As emissoras de televisão terão um ano para entrar no ar, o que deve ocorrer até 2018.

A transição é fundamental para o leilão 4G na faixa de 700 MHz, hoje ocupada pelos canais de televisão analógicos. Os canais serão realocados para uma frequência mais baixa com a entrada em vigor exclusivamente da TV digital. Uma vez liberada, essa faixa será licitada para operadoras que prestam serviço de transmissão de dados de quarta geração.

O ministro das Comu­nica­ções, Paulo Bernardo, viaja ao exterior em junho para conversar com possíveis investidores para o leilão de concessão da faixa de 700 MHz para transmissão de dados de quarta geração, o 4G. A delegação brasileira passará por Estados Unidos e Europa, por sugestão da própria presidente Dilma Rousseff. Ontem, Bernardo admitiu que pode haver algum ajuste na data do leilão, mas reforçou que a realização dificilmente passará de agosto.

Diante das especulações da entrada de novas operadoras estrangeiras no país interessadas na nova faixa de 4G, Bernardo confirmou que tem mantido conversas com empresas interessadas no leilão, mas não quis revelar nomes. "Estamos conversando informalmente com muita gente. Mas não vamos divulgar nada", declarou. O governo tem segurança de que as quatro grandes empresas de telecomunicações no Brasil –Vivo, TIM, Oi e Claro – participarão do leilão de 4G.

O ministro lembrou que a previsão de arrecadação do novo leilão feita pelo Ministério da Fazenda é de R$ 7,5 bilhões, mas disse que o valor pode ser maior, caso haja concorrência. "Vamos fazer todos os cálculos de novo antes de publicar o edital. Foi estipulado um preço mínimo pelos lotes. Claro que leilão é leilão, pode ser que haja uma concorrência maior e aumente a arrecadação prevista", ressaltou.

Quanto às críticas sobre a ausência de obrigações de cobertura para as operadoras interessadas, Bernardo afirmou que o edital prevê contrapartidas como indenizações a canais analógicos de televisão que terão que liberar a faixa de 700 MHz para o 4G.

Copa

O ministro reiterou que o Brasil não deve ter problemas de transmissão de dados durante a Copa do Mundo. No entanto, ele confirmou que todos os estádios deveriam ter cobertura wi-fi para atender ao aumento da demanda durante os jogos de futebol, o que pode não ocorrer – apenas seis dos doze estádios que sediarão partidas do mundial fecharam contratos para disponibilizar cobertura wi-fi para os torcedores. Os outros seis ainda não chegaram a um acordo com operadoras de telefonia, por divergências nos preços dos contratos.

O ministro disse que o ministério não pode se meter nas negociações. "Isso é uma negociação privada entre as teles e os estádios. Como vamos falar quanto têm que pagar? O Maracanã é administrado por uma empresa privada, nós vamos fazer lobby para quem? Para as teles ou para os estádios? Para nenhuma das duas", declarou.

Bernardo garantiu que a cobertura 3G e 4G nos estádios já está resolvida, em fase de instalação. O ministro também afirmou que a transmissão de televisões em alta resolução está assegurada, com todo o cabeamento em fibra óptica finalizado, inclusive com um anel de cabos sobressalente, caso o primeiro seja prejudicado por algum contratempo na finalização das obras.

Fibra ótica

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que 95% dos municípios brasileiros precisam ter cobertura com fibra ótica até os próximos quatro ou cinco anos. Segundo ele, o país depende desse reforço de infraestrutura não só para aumentar a cobertura e a qualidade de transmissão, mas também para reduzir os preços ao consumidor. O ministério está discutindo a possibilidade de realização de investimentos para dar conta de implantação desta infraestrutura – recentemente, o BNDES passou a aceitar pedidos de crédito pelo Finame para fibra ótica.

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