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A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação (QAV) nas refinarias em 1,9%, o equivalente a R$ 0,09 por litro. O anúncio foi feito na sexta-feira (31), com entrada em vigor neste sábado (1º).
A estatal estabelece mensalmente o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, diferentemente do que ocorre com diesel e gasolina, que não têm periodicidade contratual fixa de reajuste.
Considerando que o QAV responde por parte crescente do custo operacional das companhias aéreas, o reajuste tende a repercutir diretamente no preço final das passagens — ainda que a Petrobras não venda o combustível diretamente às empresas aéreas.
Como o valor do QAV é revisado todo início de mês, o comportamento do preço ao longo do ano ajuda a entender o peso do aumento anunciado agora. Depois de dois meses consecutivos de redução — em julho, a queda foi de 14,46%, de acordo com o Valor Econômico —, a alta de 1,9% reverte parte do alívio recente no custo do combustível. Em junho, a queda havia sido de 14,2%.
O caso mais expressivo desse padrão de oscilação aconteceu em abril, no auge da guerra no Oriente Médio, quando a Petrobras elevou o preço do QAV em 54,63% de uma só vez.
Na ocasião, a estatal permitiu que os clientes parcelassem o impacto do reajuste — mecanismo que voltou a ser aplicado nas reduções dos meses seguintes, e que ajuda a explicar por que os efeitos de altas e quedas bruscas no combustível nem sempre chegam de imediato ao consumidor final.
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Na outra ponta dessa equação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já monitora o impacto do custo do combustível sobre o preço final pago pelo passageiro.
De acordo com a Folhapress, o Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda um pedido para prorrogar, até 31 de dezembro, a desoneração de PIS/Pasep e Cofins sobre o QAV — hoje sob análise da equipe econômica. A isenção, criada de forma temporária no fim de maio, venceu nesta quinta-feira (31), e a proposta é estendê-la por mais cinco meses.
Como a medida atua diretamente sobre o custo do insumo, e não sobre o resultado financeiro das companhias aéreas — diferentemente de outras iniciativas de socorro ao setor, como parcelamento de débitos e linhas de crédito —, o objetivo seria conter novos aumentos nas passagens às vésperas das eleições deste ano.
De acordo com a Folhapress, a desoneração representa uma economia imediata de cerca de R$ 0,07 por litro de QAV.






