i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Mercado Financeiro

Bovespa recua, BC pressiona e dólar sobe

  • PorGlobo Online
  • 28/12/2005 17:40

O penúltimo pregão do ano na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) concentrou negócios nos ajustes e no giro rápido das tesourarias bancárias. Com isso, a bolsa paulista teve uma pequena realização de lucros. O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,70%, com 33.138 pontos. Os negócios somaram R$ 1,281 bilhão.

O mercado de câmbio teve uma sessão de volatilidade nesta quarta-feira, principalmente por conta do monitoramento das ações do Banco Central. O dólar oscilou bastante e fechou em alta de 0,26%, cotado a R$ 2,343 na compra e R$ 2,345 na venda.

JUROS - As projeções dos juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em alta nesta quarta-feira, acompanhando a alta do dólar e o tom conservador do relatório de inflação do Banco Central.

O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril fechou com taxa de 17,38% ao ano, contra 17,37% do fechamento da véspera. A taxa de outubro subiu de 16,53% para 16,59% anuais. O DI de janeiro de 2007, o mais negociado, teve a taxa elevada de 16,34% para 16,38% anuais.

RISCO - O EMBI+ Brasil, que mede o risco-país brasileiro, chegou ao final da tarde desta quarta-feira em 307 pontos centesimais, com alta de 3 pontos. O risco-país é calculado pelo banco JP Morgan para os países emergentes e mede o grau de confiança do investidor estrangeiro na economia daquele país. O risco da Argentina terminou o dia em 502 pontos, com alta de 4.

BOVESPA - Segundo Tommy Taterka, trader da corretora Concórdia, o investidor estrangeiro esteve ausente dos negócios, já que as operações do ano foram todas concluídas. Somente ajustes e operações de curtíssimo prazo foram fechadas, de acordo com o analista.

O principal evento do dia foi a divulgação do relatório de inflação do Banco Central, relativo ao último trimestre do ano. O documento mostra que o BC elevou a projeção de inflação para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2005, passando de 5,2%, em setembro, para 5,7% na primeira quinzena de dezembro.

A alteração é atribuída à "surpresa inflacionária de outubro", em particular dos preços administrados, como o da gasolina. Para 2006, a projeção para o IPCA foi ligeiramente elevada, de 3,5% para 3,8%. O relatório foi considerado conservador no mercado, mas não fugiu do tom comumente utilizado pelo Banco Central.

- O relatório veio em linha com o que já se previa. O mercado de ações deve seguir em clima de otimismo, embora tenha aumentado a cautela neste final de ano - disse Taterka.

Na análise por ações, o destaque do dia ficou com os papéis da Petrobras. A descoberta de um campo gigante de petróleo fez as ações da estatal petrolífera a subir por todo o dia. E como elas têm peso significativo no Ibovespa, ajudaram a limitar as perdas. Petrobras PN e ON fecharam em alta de 1,65% e 1,24%, respectivamente.

Entre as 57 ações do Ibovespa, as maiores altas foram de Tele Leste Celular PN (+3,14%) e Tele Centro Oeste PN (+2,50%). As quedas mais significativas do índice foram de Embratel Participações PN (-4,57%) e Brasil Telecom Participações ON (-3,80%).

CÂMBIO - A expectativa do mercado de câmbio era com a possibilidade de o Banco Central não comprar dólares no mercado à vista. O BC vinha comprando recursos diariamente desde 3 de outubro e interrompeu essa operação na terça-feira, gerando surpresa no mercado e volatilidade nos preços do dólar. A dúvida era se, tendo em vista a baixa liquidez, o BC ficaria de fora novamente nesta quarta.

Mas o BC manteve o leilão de contratos de swap cambial e também comprou dólares no mercado à vista. No leilão de swap, foram vendidos contratos equivalentes a US$ 356 milhões. No leilão "spot" (à vista), o BC comprou dólares por R$ 2,338.

- A liquidez esteve reduzida, como costuma acontecer no final do ano. Mas a volatilidade foi resultado da incerteza quanto à atuação do Banco Central. Depois de realizado o leilão, o mercado se acalmou - disse o gerente de mesa de câmbio de um grande banco.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.