As características de personalidade são diferentes e, numa empresa, a capacidade de identificar as diversas facetas entre subordinados e chefias é algo que auxilia o relacionamento entre as pessoas.

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A arte da convivência é uma das competências exigidas na empresa moderna e o desenvolvimento da sensibilidade para identificar as sutilezas entre as pessoas com quem convivemos no ambiente de trabalho é um diferencial que deve ser potencializado. Algumas coisas já trazemos conosco e outras precisamos desenvolver.

Um caráter esquivo, tímido, introspectivo, intelectual, detalhista, minucioso, certamente detestaria, por exemplo, qualquer tipo de invasão à privacidade ou em sua esfera privada. Assim como teria dificuldades em receber um desafio profissional em que o projeto fosse genérico e não fosse claro nos objetivos tanto geral como específicos. Essa personalidade teria mais facilidade em trabalhar com uma direção definida.

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Já a um criativo, generalista, original e sonhador poderia ser jogada uma idéia geral para que fosse desenvolvida sem maiores especificações, pois caberia a ele elaborar tudo a partir de uma tema. Ele adoraria e apresentaria belas idéias, porém talvez tivesse dificuldade em colocá-las num papel como um projeto que exige justificativa, objetivo, metodologia, avaliação etc.

Uma pessoa legalista, presa a regras e normas, tem dificuldade quando sua chefia não determina uma direção, o modo como deve atingí-la e os resultados esperados, tudo com muita precisão. Pessoas assim não costumam sair da rota e sem ela, não conseguem cumprir metas. Cumprem procedimentos com rigor e seguem com exatidão os acompanhamentos e os controles. São bons nos relatórios, nas planilhas, nos acompanhamentos de tarefas junto a funcionários e chefias ainda que o cumprimento da norma muitas vezes lhes seja mais significativo que seu resultado. Ou seja, vale mais o funcionário ser pontual todos os dias ainda que a produção seja baixa, ao invés daquele que chega sempre atrasado, mas supera as expectativas. Isso acontece!

Por tudo isso, nas empresas é sábio fazer um mix de personalidades, sobretudo em certas unidades, pois podem apresentar melhores resultados com personalidades que se complementam. Pensar em grupos de trabalho com diferentes competências pode ser um bom caminho para o melhor andamento dos projetos implantados.

Maria Christina de Andrade Vieira, empresária e escritora, autora de Herança (Ed.Senac-SP), Cotidiano e Ética: crônicas da vida empresarial (ed. Senac-SP).chris@onda.com.br www.andradevieira.com.br