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Investir em ensino técnico e tecnológico é fundamental em países que, como o Brasil, passam por um grande processo de desenvolvimento econômico e social. Nesses casos, é imprescindível que haja mão-de-obra qualificada. "Com a revolução técnica e científica não há desenvolvimento sem que uma ampla e eficiente rede de educação seja formada", explica o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Moreira Pacheco.

Mesmo que, para as dimensões nacionais, a rede pública ainda seja pequena, os cursos nesses níveis são muito procurados, seja em escolas públicas ou particulares. "Há grande demanda devido a excelência do ensino e pela alta taxa de empregabilidade imediata, o que não acontece na maioria dos cursos superiores", assinala Pacheco. O técnico proporciona habilitação profissional aos matriculados ou egressos do ensino médio, enquanto o tecnológico é de nível superior, com exigência de conclusão do ensino médio.

Ivan Taborda Pereira é um bom exemplo de opção acertada e de determinação. Formado no curso técnico de Construção Civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Ivan conseguiu aumento de salário e trabalha hoje com manutenção predial. "Já trabalhei com vendas, transporte de gás e construção, mas hoje posso dizer que tenho mesmo uma profissão", diz ele, que enfrenta o desafio de concluir agora o curso de Tecnologia em Concreto na mesma instituição.

Cursos técnicos absorvem quem não tem acesso à graduação

No Paraná, o ensino médio forma cerca de 155 mil pessoas por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A oferta de graduação para esses estudantes é de, aproximadamente, 54 mil vagas, tanto no sistema público de ensino quanto no privado. Os números revelam que cerca de cem mil pessoas por ano deixam de fazer cursos de graduação.

Este montante acaba sendo absorvido, muitas vezes, por escolas de cursos técnicos, já que o mercado de trabalho busca profissionais qualificados nessa área. "No Brasil fazemos o caminho contrário ao de países como França, Alemanha e Inglaterra, que viveram um ‘boom’ nesta área logo no pós-guerra. Agora, como a demanda aumentou aqui e o mercado está ávido por profissionais técnicos, é que se vem investindo na educação profissional", diz Alípio Leal, diretor da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo ele, as maiores vantagens dos cursos técnicos são a menor duração, menor investimento e rápida colocação no mercado. "Hoje existe um grande número de pessoas graduadas e até pós-graduadas fazendo cursos técnicos", diz o diretor.

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