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Bernt Entschev

Férias ou tortura

  • Por
  • 29/07/2005 21:37

A chegada das férias significa, para a maioria das pessoas, descanso e momentos de descontração. Mas, para alguns, é sinônimo de estresse e agonia. A história de hoje mostra como um número expressivo de profissionais reage à aproximação da folga.

Coordenadora educacional de um grande colégio, Salete adora o que faz. Mesmo com uma rotina árdua e agitada, ela jamais pensou em fazer outra coisa em sua vida. Seus dias, costuma dizer, "passam voando", pois são preenchidos por várias atividades. Ela inicia sua jornada às 6h, quando acorda. Disciplinada, jamais se dá ao luxo de "enrolar" na cama para aproveitar alguns minutinhos extras de descanso. Salta logo de baixo das cobertas e arruma-se para o trabalho. Chega lá, pontualmente, às 6h45, nem um minuto a mais ou a menos.

No período da manhã, organiza sua agenda e atende diversos pais de alunos, justificando notas baixas, transmitindo problemas comportamentais, alertando para a desatenção de um ou outro pupilo. Muitas vezes, precisa ouvir os desabafos de alguns pais que, sem ninguém a quem confiar as preocupações que sentem quanto ao desempenho dos filhos, a procuram para conversar e se aconselhar. Salete ainda faz papel de mediadora quando presencia brigas e discussões de casais separados em sua sala.

No horário de almoço, sai às 12h, precisamente. Antes de fazer sua refeição, exercita-se por 30 minutos na academia mais próxima. Às 13h30 já está de volta à sua sala, recebendo alunos e resolvendo questões operacionais. A tarde se estende com as lamúrias dos jovens que temem uma reprovação, discutiram com um colega ou se chatearam com algum professor. Entre um estudante e outro, ouve os próprios mestres, que também têm solicitações e queixas diversas.

Às 18h, reúne-se com a secretária para discutir os horários do dia seguinte e as reuniões das quais deverá participar. Às 18h30, deixa a escola para se dirigir ao curso de inglês, que freqüenta diariamente, em formato intensivo. Retorna à sua casa por volta das 21h e assim acaba seu dia.

A agenda apertada, por incrível que pareça, não aborrece Salete; em vez disso a estimula. Sua rotina previsível a faz se sentir segura, em vez de entediá-la. Por isso, sua reação ao ser comunicada das férias é sempre negativa. Salete, primeiro, tenta postergar a folga, explicando que tem muito trabalho para finalizar e prazos a cumprir. Mas seu chefe jamais aceita essa desculpa, lembrando-a de que o período de descanso ajuda o profissional a retomar a criatividade e o equilíbrio. Então, após mais algumas tentativas frustradas de evitar a saída, Salete acaba cedendo.

Porém, a semana que antecede o recesso escolar é angustiante. Ela imagina que não conseguirá concluir tudo o que precisa a tempo e que, ao retornar, encontrará um ambiente modificado, caótico até. Salete sente, nessa fase, o peito apertado, apresenta suor excessivo e, algumas vezes, náuseas. Ela acredita que o colégio ficará à deriva e que, na sua ausência, os outros funcionários não saberão administrar os problemas diários. Salete ainda teme o ócio, pois sua rotina agitada é seu "porto seguro".

Nas férias, a coordenadora não sabe como preencher o dia, que demora a terminar. Tenta criar, então, uma outra rotina para si, formulando uma agenda paralela de atividades. Entre as suas funções determina consultas médicas, compras no supermercado, limpeza da casa, leitura de meia dúzia de livros, mais tempo na academia, etc. Até mesmo as visitas sociais aos amigos são agendadas e cronometradas. Quando regressa das férias, Salete está cansada, estafada e entediada. Mas basta um dia de volta à sua rotina para que seus olhos voltem a brilhar e sua animação se restabeleça. Assim, ela esquece os momentos de angústia que viveu enquanto esteve de folga e se lembra de sua tortura somente no ano seguinte, quando seu chefe a obriga a tirar férias novamente.

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A quebra da rotina, para alguns profissionais, pode ser angustiante, pois a segurança do dia meticulosamente planejado torna-se uma paranóia. Ao se ver totalmente livre para escolher o que fazer com as horas do dia, o profissional não sabe como agir. Sente falta da agenda, dos compromissos e das responsabilidades, pois essas coisas fazem com que se sinta necessário.

Por isso, o período de férias, para essas pessoas, significa sofrimento. Elas não conseguem se desligar do trabalho e passam todo o tempo imaginando o que estaria acontecendo no escritório, que problemas estariam surgindo e, sobretudo, quem os estaria resolvendo. Geralmente, esse sentimento surge em indivíduos centralizadores e perfeccionistas, mas pode se manifestar, ainda, naqueles com traços de insegurança ou baixa auto-estima.

Assim, se você também repudia as férias, tente perceber quais os reais motivos dessa postura e aprenda a aproveitar os momentos de ócio para relaxar, fazer atividades inusitadas, esquecer o relógio e, principalmente, a agenda de compromissos.

SAIBA MAIS... Valorização da Diversidade Segundo o IBGE, o Brasil possui 24 milhões de portadores de deficiência. Com a intenção de promover o desenvolvimento socioprofissional dessas pessoas, o grupo O Boticário mantém desde 2002 o programa Valorização da Diversidade, voltado para a contratação de profissionais com deficiência auditiva, mental leve, com déficit motor, alteração de marcha ou mudez.

Atualmente, 30 portadores de deficiência trabalham na empresa como auxiliares de Operações ou consultores comerciais. Eles recebem salário, assistência médica e demais benefícios nas mesmas condições que seus colegas de função sem deficiência. O recrutamento também é feito de forma igualitária, levando em conta o histórico profissional e as competências do candidato.

O site da empresa possui um campo específico para a inclusão de currículos diferenciados, com espaço para o portador de deficiência expor suas necessidades para o processo de seleção. No caso de portadores de deficiência auditiva, por exemplo, um intérprete de sinais acompanha o candidato em todas as etapas anteriores à admissão e na integração ao cargo, bem como em eventos da organização. Além disso, a todos os colaboradores é oferecido o curso gratuito de Libras (Língua Brasileira de Sinais), para que a comunicação entre os colegas seja favorecida.

Bernt Entschev é presidente do Grupo De Bernt. Empresário com mais de 36 anos de experiência junto a empresas nacionais e internacionais. Fundador e presidente do grupo De Bernt, formado pelas empresas: De Bernt Entschev Human Capital, AIMS International Management Search e RH Center Gestão de Pessoas. Foi presidente da Manasa, empresa paranaense do segmento madeireiro de capital aberto, no período de 1991 a 1992, e executivo da Souza Cruz, no período de 1974 a 1986

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