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Curitiba – A realização do referendo sobre a proibição do comércio de armas e munições no Brasil colocou em discussão a fragilidade das nossas fronteiras. Uma das questões levantadas, tanto nas propagandas sobre o referendo, quanto nas ruas, é que a proibição do comércio legal poderia aumentar o já difícil de combater contrabando de armas, principalmente na divisa com o Paraguai.

Os repórteres da Gazeta do Povo na fronteira, nas cidades de Guaíra e Foz do Iguaçu, apuraram que a Polícia Federal (PF) na região trabalha com um efetivo menor do que seria necessário para coibir o contrabando, já que armas e munições são fáceis de serem escondidas.

A Superintendência da PF no Paraná não teme o aumento do crime. "Temos intensificado muito o trabalho nas fronteiras. Mais do que a fiscalização in loco, é necesssário um trabalho de inteligência policial, aliado ao uso de equipamentos de última geração", diz Priscila Fanini, delegada da Superintendência.

"Desde o ano passado a Academia Nacional de Polícia realiza cursos constantes de especialização. A polícia também tem realizado concursos públicos para aumentar o efetivo", completa.

O impacto da nova lei, caso aprovada no domingo, também não é motivo de preocupação para a PF. "Teremos que esperar para avaliar. Mas o Estatuto do Desarmamento já prevê pena severa pra a contrabando", conclui a delegada.

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