Cerca de três milhões de brasileiros vivem atualmente no exterior, um milhão deles nos Estados Unidos e 800 mil no Paraguai, as duas maiores comunidades. Esses imigrantes, segundo relatório do Banco Central, enviaram para o Brasil, em 2004, cerca de US$ 3,5 bilhões, mais do que a exportação brasileira de automóveis no período, que foi de US$ 3,3 bilhões. A cifra é ainda mais significativa se considerarmos que para cada dólar que entra num país pelo sistema de contas bancárias há outro que entra de forma não registrada. Nesse caso, as remessas dos emigrantes brasileiros se situariam no patamar de US$ 7 bilhões.

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Esses e outros dados constam do relatório da Comissão Global sobre Migração Internacional (CGMI), que será apresentado pela primeira vez no Brasil durante o seminário "A População nas Políticas Públicas: Gênero, Geração e Raça", nesta quinta e nesta sexta-feira no auditório do Ipea em Brasília. Organizado pelo Ipea e pela Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o seminário comemora os dez anos do CNPD.

O relatório da CGMI indica que o número de migrantes internacionais cresceu de 75 milhões para algo em torno de 200 milhões nos últimos 30 anos, e que os migrantes estão, atualmente, em todas as partes do mundo. O estudo aponta para um crescimento ainda maior das migrações no futuro próximo, devido à intensificação das desigualdades relacionadas ao desenvolvimento, à demografia e à democracia existentes entre diferentes regiões do mundo.

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