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Automóveis

Previsão é de revendas lotadas no último fim de semana com IPI reduzido

Consumidor pode ter dificuldade para encontrar a cor e os opcionais preferidos em alguns modelos por causa do estoque limitado

Quem ainda pretende aproveitar a redução completa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) precisa estar preparado para encontrar revendas cheias – em Curitiba elas abrem as portas neste domingo – e dificuldade para encontrar alguns modelos, em especial as versões mais baratas dos carros 1.0. Para assegurar que as vendas sejam no mínimo iguais às de junho, melhor mês do ano, as concessionárias oferecem taxas de juros que já voltaram ao nível anterior à crise e prazos de pagamento que chegam a 80 meses.

"As pessoas sabem que o IPI vai subir. Esperamos fechar o mês com 400 carros vendidos, 20% a mais do que em agosto", diz Omar Said Nasser, gerente comercial da concessionária Super Fiat. Segundo ele, ainda há um bom número de veículos em estoque, mas o consumidor pode ter dificuldade para encontrar a cor e os opcionais preferidos em alguns modelos.

No Corujão, revenda da marca Volkswagen, a meta é vender 500 carros para igualar o desempenho de junho. O único problema enfrentado pela concessionária é a falta de algumas configurações do Fox, Crossfox e Golf produzidos na fábrica de São José dos Pinhais por causa da greve que parou a unidade por 15 dias. "O mercado está respondendo também à melhora nas condições de financiamento. Hoje há taxas de 1,35% ao mês e parcelamento em até 80 meses", conta o diretor comercial An­­tônio Carlos Altheim.

Na opinião de Marco Rossi, diretor comercial do Grupo Servopa, o aquecimento nas vendas tem tudo para continuar até dezembro. "A recuperação do mercado continua e acho que vamos fechar vendas pelo menos iguais às de 2008. O segundo semestre geralmente é melhor do que o primeiro e o aumento do IPI não vai mudar isso", diz.

Na Slaviero, revenda da marca Ford, a expectativa é vender 20% mais do que em junho, chegando a 300 carros nas duas lojas de Curitiba. Para este fim de semana, a montadora fez um pacote especial, com prazo de 90 dias para pagar a primeira parcela. "Reforçamos o estoque para este período, então temos todos os modelos", diz Carlos Bezerra, gerente de operações da concessionária. Na Gran Park, revenda da Chevrolet, a projeção é de alta de 30% sobre agosto.

Como a volta do imposto é gradual, a alta nos preços não será das mais significativas. Um carro com motor 1.0 que no momento tem alíquota zero passa a ser taxado em 1,5% em primeiro de outubro – porcentual que representa um aumento de menos de R$ 400 no preço final de um automóvel que hoje custa R$ 26 mil. Em novembro, a alíquota passa para 3%, e depois será aumentada para 5% em dezembro e 7% em janeiro de 2010, o que levaria o preço desse mesmo veículo para quase R$ 28 mil.

"Depois de outubro, vamos ter de trabalhar mais as condições de ne­­gociação, taxas e acessórios para vender, mas nada é melhor do que o preço baixo", diz Luís Antonio Seb­­ben, diretor geral da seção paranaen­se da Federação Nacional da Distri­buição de Veículos Automotores (Fenabrave-PR).

Vendas

A redução do IPI veio depois de uma queda abrupta nas vendas no fim de 2008. Em setembro do ano passado, foram emplacados mais de 250 mil carros, enquanto dois meses depois o número caiu para pouco mais de 160 mil. Após o desconto no imposto, houve uma reação e a comercialização de veículos voltou a passar das 200 mil unidades ao mês, batendo em 289 mil em junho.

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