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Indústria automotiva do Paraná teve queda de 33,2% em março. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Indústria automotiva do Paraná teve queda de 33,2% em março.| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (12) que a queda de 3,5% na produção industrial nacional em março ante o mesmo mês de 2014 foi acompanhada por 11 dos 15 locais pesquisados. Nesta base de comparação, as maiores quedas foram registradas por Amazonas (-20,6%), pressionada pela redução na produção dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores e computadores pessoais portáteis) e bebidas (preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais); e Minas Gerais (-9,7%), devido à queda na atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), metalurgia e máquinas e equipamentos.

O Paraná vem em terceiro, com recuo de 5,2%. Dos 14 setores pesquisados no estado, seis tiveram desempenho negativo, com destaque para o setor automotivo, que teve queda de 33,2% em março. Na outra ponta, das contribuições positivas, o setor que mais cresceu foi o de fabricação de máquinas e equipamentos, com alta de 11,7%.

hora de inovar

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 100 empresas mostra que 57% delas pretende aumentar os investimentos em inovação nos próximos cinco anos. Segundo elas, o investimento é necessário para lidar com desafios do mercado em que atuam e ganhar vantagem competitiva. Apesar de quase todas as empresas afirmarem que a inovação faz parte da estratégia de negócios, esse esforço ainda é insuficiente. Para 62% delas, o grau de inovação do país é baixo ou muito baixo.

Nos três primeiros meses do ano, a indústria paranaense acumula queda de 10,5%. Em março, na comparação com o mês de fevereiro, houve queda de 2,3% na atividade industrial. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o Paraná amarga uma retração de 8,4% na atividade industrial, o que coloca o estado na segunda colocação entre as regiões com maior redução no período. Índice superior ao da média nacional, que é de -4,7%

Avanços

Por outro lado, Espírito Santo (19,8%) e Pará (11,8%) assinalaram os avanços mais intensos nesse mês, impulsionados, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo dos setores extrativos e de metalurgia, no primeiro local, e de indústrias extrativas, no segundo. Os demais resultados positivos foram observados em Goiás (6,2%) e Mato Grosso (6,1%). “Vale citar que março de 2015 teve três dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior”, destacou o IBGE.

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