Deve começar a ser erguido nos próximos meses um projeto que tem potencial para mudar a cara das áreas próximas ao Parque São Lourenço, na região norte de Curitiba. Em um terreno onde hoje existe uma mansão, serão erguidos cinco prédios de cinco andares concebidos para receber escritórios. Chamado de Mateus Leme Office Park, o empreendimento está na fase de planejamento financeiro. Em cerca de 30 dias, a empresa que conduz o projeto, a Pio XII Participações, anunciará uma parceria com uma companhia do ramo de incorporações para a execução.
O Office Park foi orçado em R$ 50 milhões, valor que ainda será revisto, e tem como alvo um público seleto formado por empresas que procuram escritórios de primeira linha. Os prédios têm andares com 1 mil metros quadrados de área livre, sem pilares. Eles podem ser separados em quatro áreas de 250 metros quadrados sem a necessidade de adaptações no projeto. Ao todo, serão 50 mil metros quadrados de área construída, com 550 vagas de estacionamento.
"Vamos oferecer escritórios com uma qualidade que ainda não existe em Curitiba e que está no padrão do que há de melhor em São Paulo", diz o engenheiro Guilherme Beltrão de Almeida, que é consultor do projeto. Além das características técnicas, como ar condicionado central inteligente, forração acústica e elevadores de última geração, o Office Park quer conquistar clientes com a paisagem. Ele estará incrustrado em uma área sem edifícios, entre as Ruas Mateus Leme e Nilo Peçanha, e tem um bosque de 8 mil metros quadrados. "As empresas sabem que as pessoas trabalham melhor em um ambiente assim", completa Almeida.
A mansão, que pertenceu ao empresário Cecílio do Rego Almeida, será mantida. "A construção será usada para concentrar os serviços de apoio aos escritórios", conta o arquiteto que elaborou o projeto, Frederico Carstens. O espaço poderá receber um banco, restaurante, creche e um clube para os executivos.
Comércio
A poucas quadras do Office Park, também na Rua Nilo Peçanha, está sendo construído um centro comercial que combina escritórios e comércio. Apesar de comum em Curitiba, esse estilo de negócio ainda não havia chegado à região. "Minha esposa teve a idéia de investir em um shopping de bairro e fizemos o projeto", conta Michel Elias Baldin, que administra o empreendimento. Com 1,8 mil metros quadrados e um orçamento de R$ 1 milhão, o centro comercial pode receber de quatro a 24 lojas.
"O projeto é bem flexível e com vários detalhes para facilitar o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção", destaca o arquiteto Ricardo Mesquita. A obra, feita com estrutura pré-fabricada, ficará pronta no fim do ano. Para Baldin, a proximidade do Office Park vai facilitar a consolidação de seu centro. "Um investimento grande pode ser um chamariz para a região", diz.



