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O grupo ambientalista Greenpeace fechou dezenas postos de combustível da British Petroleum (BP) em Londres hoje em protesto programado para coincidir com a divulgação dos resultados trimestrais da empresa, que anunciou prejuízo de US$ 17,15 bilhões e nomeou um novo executivo-chefe.

Cerca de 75 ativistas tomaram simultaneamente cerca de 46 postos em toda a capital britânica nas primeiras horas da manhã, segundo John Sauven, diretor executivo do Greenpeace U.K. O protesto deve ser encerrado ainda hoje.

Os ativistas removeram imediatamente os sistemas de alimentação dos postos para impedir o funcionamento das bombas e a venda de combustível aos clientes, disse Sauven. No entanto, um porta-voz da BP disse que apenas 35 locais foram atingidos e que alguns dos postos estavam vendendo comida, mas não combustível. Durante os protestos, os voluntários substituíram o logo da BP, um girassol verde de amarelo, por uma ilustração que mostra a flor afundando num mar de petróleo.

"Nós queremos usar esta oportunidade para fazer a BP pensar sobre a direção que a companhia está tomando além do anúncio de troca de seus dirigentes, perdas catastróficas e acordos de aposentadoria não confiáveis", afirmou Sauven. O protesto foi realizado no dia em que a BP anunciou formalmente seu novo executivo-chefe, Bob Dudley, em substituição a Tony Hayward, que deixa o cargo após perdas recordes causadas pelo vazamento de petróleo no Golfo do México.

O Greenpeace desconsiderou a mudança na direção. "Tudo bem trocar Tony (Hayward) por Bob (Dudley) e antes foi John (Browne) mas mudar o executivo-chefe não muda a situação da companhia."

Alvo

Os voluntários do Greenpeace deixaram claro que o protesto não tem como alvo franquias que administram postos de combustível da BP. "Este não é um protesto contra as franquias, mas contra a BP", disse Anna Jones, voluntária de 29 anos que ocupou um posto em Camden, no norte de Londres, e ficou responsável pela substituição do logo da empresa. "O logo verde não reflete de forma apropriada a empresa e é hora de eles admitirem que estão indo na direção errada", disse.

Até o meio-dia ninguém havia sido preso e a BP informou que ainda não tinha definido se pretende fazer acusações contra os manifestantes. "Estamos trabalhando em conjunto com a polícia para determinar novas ações (contra o Greenpeace). Nossa prioridade é a segurança de nossos funcionários e clientes e garantir que os locais estejam operando totalmente o mais rápido possível", disse um porta-voz da companhia.

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