Os preços dos planos odontológicos podem ser alterados ainda neste semestre. Em julho, entra em vigor o novo rol de procedimentos obrigatórios a serem atendidos pelos planos, o que deve encarecer os convênios. De acordo com a nova regulamentação da Agência Nacional de Saúde (ANS), o segmento de planos odontológicos terá de cobrir 16 novos procedimentos (além dos 75 que já são previstos hoje), como a colocação de coroa unitária e bloco, com a peça protética inclusa.
Segundo o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), José Cechin, o mercado está prevendo aumentos de até 40% nas mensalidades, uma vez que passarão a ser cobertos procedimentos mais caros do que o básico.
O controle da ANS no mercado de planos odontológicos privados é mais restrito do que nos convênios médicos tradicionais: ela regula os reajustes, mas não os preços dos produtos novos lançados no mercado.
Mesmo com a provável alta, segundo Cechin, o número de beneficiários de planos odontológicos tem condições de continuar crescendo no mesmo ritmo que o atual. Um aumento de 40% no preço básico dos planos corporativos, de R$ 12, elevaria o convênio para R$ 16,80.
Reclamações
Com o crescimento do mercado, também cresce as reclamações dos consumidores. A dentista Lázara Regina de Rezende, que coordena o CRO da macrorregional Londrina, afirma que o volume de reclamações contra os convênios odontológicos cresceu em proporção semelhante ao volume de contratos. Entre as queixas que chegam até a entidade estão serviços oferecidos gratuitamente no momento da assinatura, mas que acabam não sendo cumpridos. . Ela lembra que uma forma de evitar problemas posteriores é checar o registro do plano no Conselho Regional de Odontologia (CRO)e também na ANS . "Um plano, para estar oferecendo serviço, precisa estar registrado nas duas entidades."



