As exportações brasileiras à Argentina começaram a dar sinais de recuperação em julho, anunciou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), após as duas maiores economias da América do Sul concordarem em virar a página a respeito de uma série de disputas comerciais.

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Segundo a pasta, as exportações do país à Argentina atingiram uma média de US$ 72,4 milhões por dia útil durante as três primeiras semanas de julho, valor 10,4% acima da média no mesmo período em junho. "As coisas estão se normalizando", disse à Reuters uma fonte do Mdic em Brasília. "O inventário de produtos barrados nas aduanas está reduzindo. As coisas estão fluindo. Existe boa vontade da parte da Argentina para normalizar o fluxo comercial", adicionou.

As exportações à Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil, após China e os Estados Unidos, recuaram 34% em base anualizada em junho, após Buenos Aires impor barreiras às importações para deter a redução do superávit comercial e esfriar a demanda de dólares.

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O Brasil respondeu eliminando as licenças automáticas para dezenas de produtos, como maçãs, batatas e vinhos, o que reduziu em 30 por cento as exportações argentinas ao maior mercado da América Latina em junho. Ambos os países acordaram uma trégua em junho durante uma cúpula do Mercosul na cidade de Mendoza, na Argentina.

A secretária de Comércio Exterior do Brasil, Tatiana Prazeres, se reuniu nesta ontem em Brasília com sua colega argentina, Beatriz Paglieri, para monitorar o fluxo comercial.

Segundo nota divulgada pelo Mdic, Prazeres disse que os resultados eram positivos e espera que o fluxo comercial "apresente um crescimento nos próximos meses".

O intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina foi de US$ 39,684 bilhões em 2011, com um saldo de US$ 5,803 bilhões favorável ao Brasil.