A Justiça do Trabalho de São Paulo bloqueou o pagamento aos credores do Banco Rural feito pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A ação diz respeito aos direitos trabalhistas dos ex-funcionários da aérea Vasp, empresa falida cujo antigo dono Wagner Canhedo tinha relação comercial com o Banco Rural, liquidado em agosto. O Fundo Garantidor recorreu da decisão e espera retomar o pagamento aos depositantes assim que ela seja revista.

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Os credores do banco receberam ontem correspondências do FGC, comunicando a suspensão do pagamento. O fundo é uma organização patrocinada pelos bancos, que tem como finalidade dar segurança ao cliente do sistema financeiro. Pelas regras atuais, o FGC garante aos correntistas o pagamento de depósitos em contas correntes até o limite de R$ 250 mil por CPF, sujeito a regras específicas. Neste ano, o fundo já atendeu 7.327 clientes dos bancos Prosper e BVA, liquidados pelo Banco Central em setembro e outubro do ano passado, respectivamente. Nos últimos três anos, o fundo ressarciu os correntistas em prazos que variaram de um mês e meio a quatro meses.

Na correspondência, o fundo avisa que impetrou mandado de segurança pedindo a suspensão da ordem de bloqueio. Em sua argumentação, relata que os pagamentos feitos aos credores são com recursos próprios e com o objetivo de ressarcir investidores em caso de quebra de um banco e não à instituição financeira em liquidação.

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