O resultado do PIB no primeiro trimestre é menos ruim do que parece. A queda de 0,3% em relação ao quarto trimestre de 2015 é menos intensa do que sugeria a maioria dos indicadores antecedentes. Nessa comparação trimestral, o país está perto de ter sua economia estabilizada.

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A hipótese mais otimista é que a pequena melhora nos níveis de confiança na economia, registrada desde o início do ano, combinada com a reação de alguns mercados (em especial as exportações), levará o PIB do segundo trimestre para uma variação perto de zero, talvez levemente negativa, seguida de estabilidade ou pequeno crescimento já no terceiro trimestre. O país poderia deixar o estado de depressão no quarto trimestre.

Isso significaria apenas a estabilização, não a reação da economia. Há ainda no ar muitas fragilidades, como o desemprego crescente, a inadimplência que começa a incomodar o setor bancário e a falta de força do novo governo. Elas seriam capazes de causar um repique de retração (resultados piores do que o esperado nos próximos meses) se não forem controladas.

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Ainda existe um caminho longo para o país retomar a confiança que gera o crescimento econômico. Precisamos acreditar que a gestão nas contas públicas não trará mais inflação e que a trajetória de queda dos juros começará em breve e será sustentada. Será crucial para isso que o governo apresente o que falta de suas intenções para a economia e aprove alguma mudança importante antes das eleições municipais. Será a senha para o investimento voltar.