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Santander lança fintech independente que funciona por meio de pontos e sem agentes autônomos

O banco detém 100% do capital da nova plataforma, que tem gestão separada e deve competir inclusive com a própria área de investimentos da instituição

  • São Paulo
  • Estadão Conteúdo
Felipe Bottino, ex diretor da Icatu Seguros, está a frente da nova plataforma de investimentos Pi. | Reprodução/LinkedIN
Felipe Bottino, ex diretor da Icatu Seguros, está a frente da nova plataforma de investimentos Pi. Reprodução/LinkedIN
 
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O Santander lançou um novo braço de negócios, a empresa de tecnologia Pi, que vai gerir uma plataforma independente de investimentos, que deve concorrer com a do próprio banco. O lançamento ocorreu de maneira discreta: teve um post do presidente do banco, Sérgio Rial, no LinkedIN, mas quem entra no site da Pi ou no seu perfil no Facebook nem desconfia da ligação da plataforma com a instituição. O texto inicial do site, inclusive, traz uma provocação aos bancos ao perguntar ao internauta se ele “está #&*% da vida com o gerente, assessor, corretora, ou banco?”. A logo do banco aparece apenas ao fim da página, antes de um tira-dúvidas.

O modelo da fintech, autorizada pelo Banco Central a operar como distribuidora de títulos e valores imobiliários (DTVM) desde novembro do ano passado, está focado na independência dos investidores em relação a agentes autônomos e assessores e em um sistema de pontos. As comissões que são pagas normalmente aos agentes autônomos em outras plataformas serão revertidas na Pi em pontos para os investidores, que poderão transformá-los em dinheiro ou reinvesti-los.

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“Viemos para resolver dois problemas, a desintermediação e a democratização dos investimentos”, disse Felipe Bottino, CEO da Pi Investimentos. Segundo Bottino, cerca de um terço, em média, da remuneração dos investimentos é direcionada aos agentes autônomos.

Em uma aplicação de R$ 5 mil em um CDB com vencimento em 2024 de um banco médio, por exemplo, a reversão seria de 2 mil pontos, ou R$ 20. Em um fundo de R$ 50 mil, com uma taxa de administração de 2%, em cinco anos o cliente poderá resgatar R$ 1.400, equivalente a 140 mil pontos. O resgate de pontos pode ser feito mensalmente, de um mínimo de R$ 100.

Bottino disse ainda que outro diferencial da plataforma é o investimento por objetivo. “A construção de uma carteira com objetivo não é normalmente valorizada. Entendemos que o mais importante não é comprar um produto A, B, C, mas ter um objetivo correto de investimento”, disse.

A meta é ter em três ou quatro anos 1 milhão de clientes. O valor investido pelo Santander não foi revelado.

A plataforma atuará em duas frentes, como um “shopping de investimento”, onde estarão disponíveis todos os produtos, com investimento mínimo de R$ 50, e com assessoria nas carteiras exclusivas, que terão investimento mínimo de R$ 100. Nesse último caso, pode não haver a pontuação, a depender do investimento. Não é necessário ser correntista do Santander para investir na plataforma.

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Inicialmente, estão sendo oferecidos produtos de renda fixa bancária, como CDB, LCA e LCI e letras de câmbio, somando cerca de 80 produtos. Até o final do ano, a expectativa é ter um home broker na plataforma, para investimento no mercado de renda variável, e também opções para investimento no Tesouro Direto, produtos de previdência e de crédito privado.

A plataforma deve ter disponível ainda este ano fundos, o que está pendente da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários. A plataforma proporcionará acesso a carteiras exclusivas geridas pelo Santander Private Banking, pelo Vitreo, Credit Agricole Indosuez e pela Tag. Aqui, também serão levados em consideração os objetivos específicos dos clientes.

Conforme lembrou o site especializado em finanças Seu Dinheiro, o Santander chega atrasado nesse movimento de plataformas independentes e remissão dos bancos. O Bradesco apostou na Ágora, corretora adquirida ainda em 2008, e a transformou em plataforma independente no ano passado, quando passou a oferecer também fundos de outras quatro gestoras aos clientes. Também em 2018, o banco aplicou R$ 150 milhões na integração da plataforma própria com a da Ágora.

Já o Itaú abriu espaço para produtos de outros bancos e corretoras na plataforma 360, voltado aos clientes Personnalité, e também comprou 49,9% da XP Investimentos, que, desde dezembro do ano passado, também está autorizada a criar o seu próprio banco. Ainda em 2018, o Itaú começou a desenhar uma plataforma de estratégia similar para a área de seguros.

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