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Phillippe, Luis, Thiago e Heitor (no sentido horário), do Ideia no Ar, auxiliam startups a se desenvolver: mentes criativas | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Phillippe, Luis, Thiago e Heitor (no sentido horário), do Ideia no Ar, auxiliam startups a se desenvolver: mentes criativas| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Encontro

Maringá foi sede, na última quinta e sexta-feira, do 21.º Encontro de Líderes de Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do Paraná – o plano estratégico para o setor, produzido pelo Sebrae-PR, foi apresentado na ocasião. Entre os temas discutidos estavam a retenção de mão de obra qualificada e o impacto do marco civil da internet nos negócios. Os eventos ocorrem a cada três meses e debatem soluções para desafios comuns enfrentados pelas empresas da área de TI.

Negócios

Próximo passo é discutir estratégias de mercado

Com o estudo concluído em mãos, o Sebrae-PR vai agora promover encontros em cada um dos seis Arranjos Produtivos Local (APLs) para discutir estratégias para alavancar os negócios nas áreas potenciais e fomentar a integração das empresas com centros de tecnologia locais, como universidades, que também foram mapeados.

Para a coordenadora de Serviços Técnicos e Inovação do Instituto Senai de Tecnologia em Informação e Comunicação, Silvana Mali Kumura, a maturidade dos seis polos regionais de TI é justamente um dos fatores que pode ajudar o estado a assumir o protagonismo do setor em todo o país. "Esse associativismo faz com que as empresas fiquem mais fortes, busquem experiência e procurem soluções comuns. Quando o setor se junta e busca essa integração, todo o mercado fica mais forte", afirma.

Conforme o Sebrae-PR, Curitiba e Região Metropolitana concentram 67% das empresas de TI integrantes dos seis APLs, com 5,5 mil empreendimentos. Londrina aparece em seguida, com 957 empresas, o que corresponde a 12% do total.

Em um setor onde tendências e inovações se atropelam a cada minuto, saber qual caminho seguir e em que investir pode ser uma tarefa árdua e cercada de riscos. Para ajudar os micro e pequenos empresários paranaenses a galgarem espaço na concorrida área de Tecnologia da Informação (TI), o Sebrae-PR lançou mês passado o Plano Estratégico Estadual para o setor, que apresenta os nichos de mercado com maior potencial de desenvolvimento no estado.

INFOGRÁFICO: Veja as áreas de estudo do Sebrae

O estudo, produzido pela consultoria internacional Competitiviness, levou seis meses para ser concluído e traçou um perfil com base na estrutura dos seis principais polos de TI no estado, chamados de Arranjos Produtivos Locais (APLs): Curitiba, Londrina, Maringá, Campos Gerais, Oeste e Sudoeste. Apesar da variedade de empresas em cada região – são 8,2 mil, que empregam 16,3 mil pessoas –, o mapeamento mostra que a maior parte dos empresários, independentemente do porte, concentra os esforços na área de ERP, que envolve a gestão de processos e o planejamento de recursos na empresa.

"Precisamos chamar a atenção dos empresários para que se preparem para competir globalmente e isso só ocorrerá se eles tiverem diferenças competitivas. Quanto mais especializado for o negócio, maior a probabilidade de permanecer no mercado", afirma o coordenador estadual do Setor de TI do Sebrae-PR, Emerson Cechin.

Setores

O Sebrae-PR reforça que o plano não apresenta soluções prontas, mas se propõe a discutir novos caminhos. Bons argumentos para isso há de sobra. Só o mercado brasileiro de TI para o agronegócio deve movimentar este ano US$ 20,5 bilhões, sendo que 12% das empresas especializadas no segmento estão no Paraná. As soluções de tecnologia para a área vão desde o uso de Vants (veículos aéreos não tripulados) até a simulação de pragas e de crescimento da produção.

O varejo também é apontado como um mercado promissor para os empresários de TI, visto o "boom" do comércio on-line, que cresce a um ritmo de 30% ao ano e registrou um faturamento de R$ 28,8 bilhões no ano passado. "Com esse levantamento, podemos tomar decisões com base em dados técnicos e científicos, não só no achômetro. Agora, o empresário já sabe melhor onde investir, e vai de cada região fazer o seu trabalho", afirma o presidente da Assespro-Paraná, entidade que congrega empresas de TI do estado, Sandro Molés da Silva.

Assessoria

Lançadora de startups ensina o caminho das pedras a empreendedores digitais

Há cerca de seis meses, as poltronas e mesas improvisadas do espaço de co-working Impact Hub Curitiba, na Rua Comendador Macedo, viraram a sala de reunião dos amigos e sócios Thiago Alves, Luis Ribeiro e Phillippe Santana. Com o auxílio do programador Heitor Corrêa, eles são as mentes criativas por trás do Ideia no Ar, que se autointitula uma "lançadora" de startups.

A intenção do grupo, em vez de simplesmente procurar investimentos e intermediar contatos, como uma aceleradora, é auxiliar empreendedores digitais a compreender a dinâmica do mercado e descobrir nichos com potencial – não por acaso, a estratégia adotada pelo Sebrae-PR na produção do Plano Estratégico Estadual para o Setor de TI.

Parceria

Na prática, a Ideia no Ar se torna uma parceira das startups no desenvolvimento e web design dos produtos e serviços, além de assessorar a gestão do negócio. Hoje, a lançadora apoia 17 pequenos empreendimentos na área de TI, que vão desde a disponibilização de atividades de turismo e lazer na web até soluções mobile para o setor de varejo e de casas noturnas. A rede de contatos e a experiência conquistada no processo colocaram a empresa no radar do Sebrae-PR, que prepara uma parceria para o mapeamento das startups curitibanas.

"Nosso papel é facilitar esse processo de descobrir para o empreendedor o que está dando certo ou errado no mercado. E vender as boas ideias mesmo que o produto nem esteja funcionando ainda", relata o designer Thiago Alves.

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