Acabou em impasse a reunião de quarta-feira realizada entre os aeroviários e aeronautas e representantes das companhias aéreas, na sede do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), no Rio de Janeiro. No encontro, em que foi debatido o dissídio coletivo das categorias, o Snea propôs a mudança da data base de 1º de dezembro para 1º de abril.

"Essa discussão (do reajuste salarial) tem tido o agravante de acontecer em um período difícil", disse Odilon Junqueira, negociador do Snea, lembrando da perspectiva de grande movimento nos aeroportos no final do ano. "Em respeito à sociedade brasileira é melhor que essa discussão ocorra em um momento mais tranquilo." A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estima que o índice de ocupação dos voos na segunda quinzena de dezembro será de entre 90% e 95%.

A proposta do Snea é que em 1º de dezembro o salário das categorias seja reajustado pela variação integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em março, as discussões seriam reiniciadas, na tentativa de fechamento de um acordo até abril.

Segundo Junqueira, os aeronautas e os aeroviários argumentaram que, caso seja mudada a data base, eles perderiam poder de pressão. O Snea, no entanto, rechaçou o argumento ao afirmar que a data proposta de abril antecederia o feriado da Semana Santa, quando muitos brasileiros viajam. Ele afirmou que ainda estão previstas mais três rodadas de negociações nas próximas semanas e o acordo pode ser firmado até janeiro, como aconteceu há dois anos.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTTA), Uébio José da Silva, os trabalhadores não descartam a possibilidade de greve. "Aqui não sentimos muitos avanços, vou procurar os presidentes das companhias aéreas", afirmou. Ele disse que também pedirá reuniões com o Ministério da Defesa e com a Anac.

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