Rio (AG) – A televisão digital está realmente em todas as bocas. É debatido desde o sistema para a sala de estar até a tecnologia que deve ser empregada para a televisão de alta qualidade nos telefones celulares e handhelds, com novas sopas de letras sendo forjadas a cada round de discussão.

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No Intel Developers Forum, que aconteceu há pouco em São Paulo, estava à mostra um protótipo parcial da solução que a Intel desenvolve em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O aparelho passava o desenho "Madagascar" com altíssima definição. Mas só altíssima definição não basta no mundo de hoje, da convergência total. A palavra de ordem é interatividade – troca de dados e conteúdo em tempo real. E para isso é preciso ter uma tal de caixa conversora (set-top box) que seja móvel e permita a transmissão bidirecional, ou seja, da emissora para o espectador e vice-versa .

"Apostamos na interoperabilidade de padrões", disse Marcelo Zuffo, coordenador do projeto na USP. "Nada de cometer erros do passado, como ocorreu com a escolha do padrão de TV em cores nacional, o PAL-M." De acordo com Zuffo, multidefinição é outra palavra de ordem para a TV digital. "Todos os modelos precisam suportar multidefinição e multiprogramação. Com isso, se poderia transmitir dados a 19 Mbps e vários programas ao mesmo tempo."

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Para ele, é importante que não se tomem decisões precipitadas. Citou-se o exemplo da Itália, que optou por caixas com definição padrão, com MPEG-2. Depois, no meio do processo, decidiram que HDTV e MPEG-4 eram legais. Só que aí, já havia 8 milhões de caixas já em uso (e subsidiadas pelo governo italiano).

No IDF, o ministro das Comunicações, Hélio Costa disse que o projeto de televisão digital do governo será voltado para a TV aberta, pois a cabo e por satélite a digitalização praticamente já é feita. "A TV digital deve estar ao alcance do grande público, e não apenas de quem pode pagar", disse Costa na abertura do evento.