Modelo de aeronave para o serviço Uber Air
Modelo de aeronave para o serviço Uber Air, que deve iniciar voos-teste em 2020 (Foto: Divulgação/Uber)| Foto:

Melbourne, na Austrália, será a primeira localidade fora de território norte-americano a se tornar cidade-piloto do Uber Air, que pretende levar para os céus o serviço de transporte oferecido pela companhia ao redor do mundo. O anúncio foi feito em Washington, durante a terceira edição do Uber Elevate Summit, evento que reúne players globais interessados em tornar realidade a visão do transporte aéreo urbano, entre os quais construtores, investidores, formuladores de políticas públicas e colaboradores governamentais.

Além da australiana, as cidades de Dallas e Los Angeles, nos Estados Unidos, tem preparativos para o efetivo início dos voos-teste, previstos para 2020. O plano da Uber é começar as operações comerciais três anos mais tarde, em 2023.

Conforme a empresa de compartilhamento de transportes, o Uber Air promete colaborar na redução de congestionamentos, que – estima-se – custam à Austrália US$ 16,5 bilhões por ano. Para o diretor global do programa Uber Elevate, Eric Allison, “à medida que as grandes cidades crescem, a dependência pela posse de carros particulares fica menos sustentável. A Uber Air possui um enorme potencial para ajudar a reduzir o congestionamento viário. Por exemplo, a jornada de 19 km do centro de Melbourne até o aeroporto pode levar de 25 minutos a 1 hora de carro, em horário de pico, mas, com o Uber Air, levará cerca de 10 minutos”, afirma.

A visão de longo prazo da companhia prevê a circulação de aeronaves elétricas transportando dezenas de milhares de pessoas a preços equivalentes àqueles cobrados pelas viagens terrestres com o Uber X. “A tecnologia da Uber está mudando a forma como as pessoas se movimentam em suas cidades, de bicicletas a viagens compartilhadas por diferentes passageiros”, elenca Allison, “estamos sempre procurando maneiras de reduzir a necessidade de ter carros particulares. Nos próximos anos, com o Uber Air, queremos que as pessoas apertem um botão e façam um vôo”, resume.

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No encontro, a Uber realizou ainda outros anúncios relacionados ao programa Elevate e ao Uber Air, entre eles a divulgação dos primeiros projetos viáveis de pontos de pouso (os skyports) e de modelo de cabine das aeronaves.

Desenhado em parceria com a Safran Cabin, o primeiro projeto de acomodação para os passageiros do futuro serviço aéreo da Uber tem capacidade para quatro pessoas e foi projetado levando-se em consideração requisitos de certificação, de acordo com a empresa. O modelo tem por objetivo tornar-se um padrão amplamente aceito por pilotos de eVTOL (veículo elétrico para pouso e decolagem verticais).

Com desenhos que remetem a híbridos entre helicópteros e drones, as aeronaves do Uber Air terão como base de embarque e desembarque pontos que tiveram designs desenvolvidos e apresentados por oito empresas de arquitetura e engenharia. Conforme a Uber, são os primeiros skyports tecnicamente viáveis para um lançamento comercial em 2023.

Além de considerar as operações de eVTOL, todos os conceitos incluem espaço para bicicletas e veículos elétricos individuais, infraestrutura de carregamento e conexões com o transporte público.

Para colocar o projeto no ar, a Uber estabeleceu desde 2017 parcerias com diversos fabricantes de aeronaves, incluindo a Embraer, também parcerias imobiliárias e dois acordos com a NASA: um para o desenvolvimento de novos conceitos de gerenciamento de tráfego e sistemas aéreos não-tripulados e o segundo para explorar novos conceitos e tecnologias para a Mobilidade Urbana Aérea. Outro entendimento é com o laboratório do Exército americano, com previsão de financiamento de US$ 1 milhão para pesquisa de tecnologia de rotor e auxílio no desenvolvimento de veículos e testes para a Uber Air.

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