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Mobilidade

Uber vai investir R$ 250 milhões em segurança no Brasil nos próximos 5 anos

  • PorPatrícia Basilio, especial para a Gazeta do Povo
  • São Paulo
  • 06/11/2019 18:00
Em evento em São Paulo, Uber anunciou investimentos e novas medidas de segurança para Brasil e América Latina.
Em evento em São Paulo, Uber anunciou investimentos e novas medidas de segurança para Brasil e América Latina.| Foto: Divulgação/Uber

A Uber anunciou nesta quarta-feira (6) que fará investimentos da ordem de R$ 250 milhões para o desenvolvimento de soluções de segurança voltadas aos seus mercados na América Latina. Os recursos serão aportados no centro tecnológico da companhia, localizado na cidade de São Paulo, ao longo dos próximos cinco anos.

Numa espécie de "pacote" pró segurança, o aplicativo de transporte divulgou ainda o lançamento de diversas ferramentas voltadas para motoristas parceiros e usuários, como a utilização de inteligência artificial e machine learning para a detecção de riscos, codificação de corridas e reforço na identificação de passageiros. Parte das soluções já está em fase de testes em cidades brasileiras e as novidades devem chegar a todos os usuários a partir do primeiro semestre de 2020,

Ao comentar os anúncios, o diretor global de produtos de segurança da Uber, Sachin Kansal, destacou que é papel da companhia ampliar controles, uma vez que "segurança não é só chamar a polícia. É também trabalhar a prevenção de acidentes e crimes".

As novidades

Principal queixa dos motoristas, o pagamento em dinheiro vivo terá mudanças a partir do ano que vem. Por um lado, quem dirige poderá optar por aceitar ou não corridas solicitadas nessa modalidade; do outro, passageiros que queiram acertar o valor do serviço em cash terão que fornecer mais dados cadastrais ao aplicativo, com a inclusão de RG e CPF. Segundo Kansal, o sistema é inédito no mundo, está integrado com os dados da Serasa Experian e conta com tecnologia capaz de detectar documentos fraudulentos.

Outra ferramenta que promete trazer mais segurança aos motoristas do app é a Ride Sense, que usa machine learning para identificar e bloquear corridas com alto potencial de risco — evitando assim que o motorista venha a ser vítima de crimes. A funcionalidade já está em teste em Curitiba (PR), Campinas (SP) e Fortaleza (CE).

Em entrevista à Gazeta do Povo, Claudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil, negou que os anúncios estejam relacionados a incidentes envolvendo motoristas de aplicativos de mobilidade. “É um compromisso global. Temos engenheiros em diversos locais do mundo focados em assuntos específicos. Como o Brasil é um dos líderes em criminalidade, entendemos que as soluções de segurança deveriam sair daqui. O compromisso é de longo prazo”, justificou.

Segurança para os passageiros

A segurança dos usuários também será reforçada pela Uber. A companhia anunciou que a partir do primeiro semestre de 2020 as corridas só serão iniciadas após uma validação, a ser realizada com a uso de códigos.

A novidade passa por testes e vai funcionar da seguinte maneira: o passageiro vai receber uma série de números assim que solicitar uma viagem e, quando entrar no carro, deverá informar esses dados ao motorista. Com esse sistema de verificação, a corrida só será iniciada depois que as informações forem cruzadas e validadas no app do colaborador.

Cláudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil. (Foto: Divulgação)
Cláudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil. (Foto: Divulgação)

De acordo com Woods, o objetivo da ferramenta é evitar que pessoas entrem em carros errados — o que, segundo ela, ocorre com bastante frequência, principalmente em locais com bastante saída de veículos. “Hoje, quando pedimos um carro, aparece uma alerta para olharmos a placa. Mesmo assim, ninguém olha. O PIN foi criado para a Uber garantir que o usuário e o motorista, de fato, vão validar essa informação”, explicou.

Também a partir do ano que vem, a Uber passará a aplicar o reconhecimento facial, para garantir ao passageiro que ele seja de fato atendido pelo motorista inscrito no aplicativo. “Com o novo sistema, para o condutor entrar online no app, terá de fazer imagens em movimento [piscando, mexendo o rosto ou sorrindo]”, detalhou o executivo norte-americano Sachin Kansal, em sua apresentação.

E caso o usuário ou o motorista se sintam incomodados com alguma conversa durante o trajeto, o novo sistema da Uber vai permitir que a corrida seja registrada em áudio. “O som é encriptado e só será enviado à equipe da Uber se motorista ou passageiro desejarem", disse o executivo. A possibilidade permite a geração de evidências em caso de problemas durante a corrida. "Após a gravação, nenhum dos envolvidos poderá ouvir o conteúdo”, acrescentou o executivo.

Conteúdo editado por:Cristina Seciuk
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