A economia da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) deve sofrer contração de 4% em 2009, seguida por um crescimento de 0,7% em 2010 e expansão de 1,5% em 2011, segundo relatório trimestral com previsões da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (composta pelos 16 países da zona do euro e mais 11 países). Mas a comissão alertou que a perspectiva é "altamente incerta", observando que "medidas monetárias e fiscais significativas" estão sustentando os passos da região rumo à recuperação. Para a União Europeia como um todo a previsão é de contração de 4,1% este ano, antes de expansão de 0,7% em 2010 e crescimento de 1,6% em 2011.

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Mas embora as economias da União Europeia e da zona do euro devam se recuperar ao longo de 2010, o desemprego continuará subindo, segundo a comissão, que prevê que a taxa alcance 10,9% na zona do euro em 2011, enquanto na União Europeia deve ficar em torno de 10,3%. Em dezembro passado, os países da UE concordaram em gastar cerca de 200 bilhões de euros para sustentar as economias. Combinados a um repentino declínio na receita tributária, esses gastos causaram forte deterioração nas finanças públicas do bloco. A comissão espera que o déficit total dos governos da UE represente 7,5% do Produto Interno Bruto em 2010, quase o triplo do nível registrado em 2008. No próximo ano, entre os 27 países do bloco, apenas a Bulgária deve ter déficit abaixo do limite estabelecido pela UE de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Um período prolongado de consolidação fiscal terá que acontecer para colocar a dívida pública novamente em um patamar sustentável", disse a comissão em relatório. Os ministros das Finanças da UE já concordaram que as medidas de estímulo fiscal precisam ser encerradas até 2011, no máximo. A comissão espera que o apoio dos governos para a recuperação econômica "suma" ao longo do próximo ano.

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Reino Unido

A Comissão Europeia revisou nesta terça-feira (3) a projeção para a economia do Reino Unido (que faz parte da UE mas não da zona do euro) e espera agora uma contração mais forte em 2009 como um todo, mas também prevê crescimento no quarto trimestre. Em seu relatório trimestral com projeções para países da União Europeia, o braço executivo da UE informou que prevê contração de 4,6% da economia britânica este ano, contra estimativa feita em setembro de contração de 4,3%. Mas a comissão acredita que o Reino Unido provavelmente sairá da recessão no quarto trimestre, com previsão de que o Produto Interno Bruto cresça 0,4% em comparação ao terceiro trimestre, quando o PIB encolheu 0,2%.

"É esperado crescimento no segundo semestre deste ano, embora isso reflita uma série de fatores temporários, tais como os maiores gastos do governo", disse a comissão. O governo do Reino Unido prevê que a economia voltará a crescer antes do final deste ano, mas espera contração entre 3,25% e 3,75% em 2009 como um todo. A comissão reiterou que, com o desemprego subindo, os gastos dos consumidores continuarão caindo em 2009 e atingirão o ponto mais baixo em 2010, antes de subirem moderadamente em 2011. Já o investimento empresarial deve se estabilizar no começo de 2010, mas crescer a um ritmo baixo a partir de então.